Cinco anos depois do terremoto no Haiti, mundo católico organiza nova onda de solidariedade e de esperança

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12 Janeiro 2015

"Francisco traz sempre no coração os sofrimentos e as esperanças do Haiti, não se esqueceu nem quer se esquecer do terrível terremoto que, no dia 12 de janeiro de 2010, causou naquele país um número impressionante de mortos, de feridos, deixando milhares de órfãos, descapacitados, uma multidão de pessoas sem casa, causando-lhes um dano muito grave que causou forte preocupação e condolência no coração de todos nós".

A reportagem é de Alessandro Notarnicola, publicada no sítio Il Sismografo, 08-01-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Foi assim que o secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, Guzmán Carriquiry, que acaba de voltar de Montevidéu (Uruguai), nomeado por Bento XVI no dia 14 de maio de 2011, nos recebeu.

Ele é secretário da comissão que se ocupa da América Latina, sob a égide da Congregação dos Bispos (cujo prefeito, o cardeal Marc Ouellet também é presidente da comissão).

Descrevendo a situação atual do país, dilacerado pelo terremoto, e sendo uma testemunha direta do movimento solidário que, a partir de janeiro de 2010 até hoje, nunca se interrompeu por parte das Cáritas diocesanas e nacionais e da própria Santa Sé, além da Cáritas Internacional, o professor especificou, com notáveis e interessantes digressões, o programa do encontro que irá ocorrer neste sábado, 10 de janeiro de 2015, no Vaticano, por ocasião do quinto aniversário do terremoto no Haiti, com o tema "A comunhão da Igreja: memória e esperança para o Haiti a 5 anos do terremoto".

"Como esquecer essa catástrofe que se desencadeou sobre um povo já tão sofrido pela pobreza, sobre uma população que já vivia fortes dificuldades?", questionou Guzmán Carriquiry.

"A sociedade haitiana se divide entre ricos e pobres, e essa polarização é parte orgânica da fragilidade das instituições que administram o país e, portanto, da espiral de insegurança e de violência que envolve o país há anos."

A Pontifícia Comissão para a América Latina e o Pontifício Conselho "Cor Unum", promotores e coordenadores do evento, consideraram oportuno convocar e organizar, por vontade do Santo Padre, um dia de comunhão com a Igreja do Haiti e de solidariedade com todo o povo haitiano para manter viva a memória do drama vivido pelo país mais pobre do continente americano e para agir em apoio à população entristecida por uma reconstrução que – apesar do enorme esforço internacional – custa a alcançar os efeitos esperados.

A Santa Sé, de fato, sempre se mostrou atenta e sensível ao destino daquelas áreas atingidas por violentíssimos tremores de terremoto que semearam morte e destruição. Se, no passado, foi Bento XVI que teve que enfrentar o drama, apelando a toda a comunidade internacional e exortando todos a uma concreta solidariedade e generosidade diante da necessidade e da dor das populações atingidas, hoje é o Papa Francisco que continua o compromisso que a Igreja Católica leva adiante há quase cinco anos.

"Eu acho", disse o secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, "que a Igreja do Haiti, com a ajuda internacional que recebeu, está dando testemunho de caridade e de solidariedade impressionantes para toda a população, sem pedir a identidade religiosa ou política. Ela se dirige a todos, aos mais necessitados, é claro, mas esse é o verdadeiro sentido da caridade católica, isto é, a obra que abraça a todos, aproximando-se dos mais pobres sem lhes perguntar se são católicos ou não. São filhos de Deus. Isso é o que importa. Uma parte da ajuda recebida pela Igreja do Haiti foi importante para reconstruir a infraestrutura eclesiástica mínima, fortemente danificada pelo terremoto: as escolas, o seminário estão em projeto, e essa reconstrução faz parte da 'fantasia da caridade', manifestada na diversidade de obras que respondem às exigências de toda a população haitiana."

A jornada deste sábado, na Sala São Pio X na Via della Conciliazione, em Roma, iniciará com uma oração que será seguida pelas palavras de boas-vindas do cardeal Marc Ouellet, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, e a intervenção do cardeal Robert Sarah, presidente emérito do Pontifício Conselho "Cor Unum", centrada no processo de reconstrução material e espiritual em curso no país abalado pelo sisma de janeiro de cinco anos atrás.

"Na parte da manhã – disse Guzmán Carriquiry – se tentará fazer um exame aprofundado, uma atenta análise sobre o processo de reconstrução material e espiritual em curso há cinco anos. Essa reconstrução é fundamental não só por causa do terremoto e das consequências que ele causou, mas também é um olhar de esperança para a reconstrução de todo o país. Intervirão o cardeal Chibly Langlois, bispo de Les Cayes e presidente da Conferência Episcopal do Haiti, criado cardeal pelo Papa Francisco no dia do quarto aniversário do terremoto no Haiti, Dom Thomas Gerard Wenski, arcebispo de Miami, protagonista da extraordinária generosidade dos católicos norte-americanos, que viveu quando jovem nas paróquias do Haiti e que também fala da região como da sua 'segunda mãe haitiana', ele escreve muito sobre o Haiti e é uma verdadeira testemunha da corrente de solidariedade que foi se criando. Depois o Dr. Alberto Piatti, presidente da Fundação AVSI (Associazione Volontari Solidarietà Internazionale), que trabalha em nível mundial e colabora com a reconstrução do Haiti, com diversos projetos socioeducativos e de saúde. E, por fim, concluirá a série de intervenções o Dr. Eduardo Marques de Almeida, ex-representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Haiti, que antes, durante e depois do terremoto esteve muito envolvido na grande corrente de solidariedade por parte das agências internacionais."

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