Uma grande delegação argentina participará da Missa crioula, que será presidida pelo Papa

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Por: André | 10 Dezembro 2014

Funcionários e deputados integram uma grande delegação argentina que participará, na próxima sexta-feira, dia 12, da celebração da tradicional Missa Crioula na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que será presidida pelo Papa Francisco, por ocasião da Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de toda a América.

A reportagem está publicada no sítio argentino Telam, 08-12-2014. A tradução é de André Langer.

A celebração está sendo organizada pela Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), para quem se trata de um “acontecimento que adquire especial significação e repercussão pelo fato de que seja presidido pelo primeiro Papa latino-americano na história da Igreja”.

A ministra da Cultura, Teresa Parodi; o secretário de Culto, Guillermo Oliveri; o nomeado embaixador junto à Santa Sé, Eduardo Valdés; o vice-governador de Buenos Aires, Gabriel Mariotto; e uma delegação de deputados e senadores integrará a comitiva argentina que participará da cerimônia que será transmitida ao vivo pelo Vaticano para todo o mundo, de acordo com fontes oficiais.

Em conversa com o Telam, o secretário de Culto destacou que foi a presidenta Cristina Fernández de Kirchner quem animou a realização da cerimônia e destacou que a Missa Crioula “representa a identidade argentina e latino-americana, cultural e musicalmente”.

Para Oliveri, o convite do Papa Francisco para que seja apresentada na Basílica de São Pedro “será uma ocasião histórica” e mencionou a figura do promotor da obra, Alejandro Mayol, um religioso com “forte compromisso social e político que hoje parece esquecido da memória coletiva”.

A celebração no Vaticano estará acompanhada pelos cantos da Missa Crioula – uma combinação original de música religiosa e folclórica para coro, trio vocal e instrumentos andinos – do compositor argentino Ariel Ramírez, já falecido, que é famosa em todo o mundo e foi escolhida como uma das 100 melhores obras do século passado.

A execução da obra no interior da Basílica de São Pedro – algo inédito – estará sob a direção de seu filho, Facundo Ramírez, com a colaboração de seu grupo musical, da cantora Patricia Sosa como convidada, do charanguista Jaime Torres, da Província de Jujuy, e do coro romano Musica Nuova.

Há 50 anos, Ariel Ramírez apresentou ao beato Paulo VI sua obra recém composta. Foi gravada em 1964 e publicada em disco um ano depois, no lado A de um long play que continha também a obra Navidad Nuestra.

“Contaram-me que o Papa é um apaixonado pela Missa Crioula, assim que para ele também será uma emoção muito grande”, disse em recentes declarações jornalístistas Facundo Ramírez, e precisou que também participarão do concerto o charanguista Rodolfo Ruiz, o aerofonista Tukuta Gordillo – ambos da cidade de Tilcara – e o solista Claudio Sosa, sobrinho de Mercedes Sosa.

Patricia Sosa, por sua vez, contou que quando a convocaram para o evento se pôs “a chorar”, imagina esse momento “com muitíssima emoção” e disse que se preparou de uma “maneira espiritual muito consciente”.

O Papa Francisco presidirá a celebração litúrgica “encomendando sua intercessão para a evangelização de seus povos, para o seu crescimento em humanidade e para a construção de condições de paz, justiça e unidade entre suas nações irmãs” do continente americano.

Não é a primeira vez que um Papa celebra esta festa no Vaticano de modo especial: em 12 de dezembro de 2011, Bento XVI também comemorou esta solenidade litúrgica com uma celebração eucarística na basílica vaticana.

A cerimônia começará com a entrada na Basílica de São Pedro da imagem da Virgem de Guadalupe e das bandeiras de todos os países do continente americano, acompanhadas por cantos da tradição popular latino-americana.

Espera-se uma grande participação de membros do corpo diplomático dos países do continente, sacerdotes e religiosos latino-americanos que trabalham e estudam em Roma, assim como de imigrantes que moram na capital italiana.

A Missa Crioula – dirigida por Ramírez e cantada por Sosa – foi interpretada também este ano no Te Deum realizado na catedral metropolitana por ocasião do aniversário da Revolução de Maio, do qual participou a presidenta Cristina Fernández de Kirchner e que foi presidido pelo arcebispo portenho, cardeal Mario Poli.

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