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Por: Jonas | 27 Outubro 2014

O Papa Francisco (foto) participará ao lado de Bartolomeu I, líder espiritual da Igreja ortodoxa cristã, de uma oração ecumênica durante sua viagem para Turquia, de 28 a 30 de novembro, na qual visitará Ancara e Istambul.

 
Fonte: http://goo.gl/jQmEJs  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-10-2014. A tradução é do Cepat.

O porta-voz da Sala de Imprensa da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, confirmou que “acolhendo o convite do presidente da República da Turquia, de sua santidade Bartolomeu I, e do presidente da Conferência Episcopal”, o Papa realizará uma viagem apostólica de três dias a Turquia.

O programa inclui uma visita ao mausoléu de Mustafa Kemal Atatürk, líder da Guerra da Independência Turca e o fundador e primeiro presidente da República da Turquia. Além disso, terá um encontro com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu e com a Direção Geral de Assuntos Religiosos da Turquia ou Diyanet, como é conhecida no país.

Também visitará a Mesquita Azul e o Museu de Santa Sofia, em Istambul, que foi uma antiga basílica patriarcal ortodoxa, posteriormente reconvertida em mesquita e atualmente em museu.

O Papa Francisco será o quarto pontífice a realizar uma visita oficial a Turquia, depois de seus predecessores Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

Em 2004, ao receber Osman Durak como embaixador da Turquia ante a Santa Sé, João Paulo II defendeu uma adequada separação entre a Igreja e o Estado para que os cidadãos, independentemente de sua religião, possam oferecer sua contribuição à sociedade.

De sua parte, Bento XVI visitou a Mesquita Azul de Istambul, em 2006, pouco depois de sua lição na Universidade de Ratisbona, que gerou polêmica sobre a violência e o Islã.

Para Francisco, será a sexta viagem apostólica, depois do Brasil, Terra Santa, Coreia, Albânia e Estrasburgo (França). Além disso, antes de visitar a Turquia, o Papa viajará até Estrasburgo, no próximo dia 25 de novembro, para dirigir um discurso ao Parlamento Europeu, em sessão solene.

Além disso, no dia 12 de abril de 2015, Francisco celebrará pelo centenário do genocídio armênio na Basílica de São Pedro, segundo anunciou o arcebispo de Buenos Aires, o cardeal Mario Poli. A Igreja turca quer canonizar várias vítimas do extermínio, em 2015, ano do centenário do genocídio.

De sua parte, a República da Turquia nega a deportação forçada e o extermínio de um número indeterminado de civis armênios, calculado aproximadamente entre um milhão e meio a dois milhões de pessoas, pelo governo dos Jovens Turcos, no Império Otomano, de 1915 até 1923.

A Turquia é um país com 99,8% de muçulmanos, com prevalência sunita. A Constituição reconhece a liberdade de culto para os indivíduos, ainda que existam limitações no setor político e educativo para aqueles que praticam outras religiões. Nos últimos anos, a ideia de laicidade do Estado foi perdendo terreno para o Islã. A Constituição reconhece a liberdade de culto.

Em 1949, a Turquia se filiou ao Conselho da Europa, à OTAN, em 1952, posteriormente à OCDE, OCSE e G-20. Em 1995, conseguiu um acordo de união aduaneira com a Europa e, em 2005, começou a negociar sua adesão à União Europeia.

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