Por um debate sinodal sem pré-conceitos. Artigo de Andrea Grillo

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • A vida de Xi Jinping e as escolhas da China

    LER MAIS
  • A favor da capacidade de ignorar

    LER MAIS
  • Sobre o amor. Artigo de Faustino Teixeira

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


08 Outubro 2014

O medo de enfrentar as questões "de doutrina" no Sínodo deve ser vencida. Se não se abordassem esses pontos, se daria apenas uma bela prova de autorreferencialidade eclesial. Isso é precisamente o que o papa – e o bom senso dos fiéis – queria e quererá evitar.

A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu S. Anselmo, de Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, de Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, de Pádua. O artigo foi publicado no blog Come Se Non, 07-10-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A propósito do temor expresso por Basilio Petrà: no seu comentário, Basilio Petrà evidencia um grande limite da Relatio introdutória proposta nessa segunda-feira pelo cardeal Erdö.

Na realidade, das palavras do cardeal, as questões centrais dos divorciados em segunda união parecem encontrar resposta simplesmente em uma ampliação das malhas do processo canônico. Para isso, não era necessário convocar um Sínodo, nem extraordinário, nem ordinário.

Eu diria, ao invés, que no interior de um Sínodo dos bispos, é totalmente inevitável que a palavra do relator comece com grande cautela. Uma expectativa do papa é que o debate seja aberto e que não se tema a dissidência.

A leitura de Petrà me parece inclinar a um pessimismo excessivo. Há pequenas aberturas da Relatio que permitem que o debate reintroduza tudo o que foi esquecido e aprofunde o que foi apenas insinuado.

De fato, o medo de enfrentar as questões "de doutrina" deve ser vencida. Se não se abordassem esses pontos e se limitassem a alguns ajustes de caráter judicial ou administrativo, se daria apenas uma bela prova de autorreferencialidade eclesial. Isso é precisamente o que o papa – e o bom senso dos fiéis – queria e quererá evitar.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Por um debate sinodal sem pré-conceitos. Artigo de Andrea Grillo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV