Entre os parlamentares que não se reelegeram, há ex-líderes partidários

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08 Outubro 2014



Houve muitas surpresas na relação de parlamentares que não foram reeleitos. É o caso de Mauro Benevides (PMDB-CE), um campeão de mandatos. Em São Paulo, não se reelegeram três ex-líderes partidários: Cândido Vaccarezza (PT), Roberto Freire (PPS) e Guilherme Campos (PSD). Entre os paulistas também não se reelegeram: Mendes Thame (PSDB) e Devanir Ribeiro (PT). Em Pernambuco, o PT sofreu baixas. Não elegeu sequer um deputado e viu o PSB eleger oito. O veterano Fernando Ferro (PT) ficou de fora desta vez.

A reportagem é de Isabel Braga e Evandro Éboli , publicada pelo jornal O Globo, 06-10-2014.

Em Minas, Nilmário Miranda (PT) e Silas Brasileiro (PMDB) não voltarão.

No Maranhão, o ex-petista Domingos Dutra (SD) também não voltará à Câmara, apesar de ter apoiado o candidato que se elegeu governador, Flávio Dino (PCdoB).

Giovanni Queiroz (PDT-PA), outro antigo parlamentar, também não logrou êxito.

Em Goiás, uma surpresa: Iris Araújo (PMDB), mulher do ex-governador Iris Rezende, que disputará o segundo turno para o governo, não se reelegeu.

Na Bahia, Luiz Argolo (SD), que responde a processo no Conselho de Ética por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, também não foi reeleito.

No Rio, não se reelegeram o ex-ministro Edson Santos (PT), o ator Stephan Nercessian (PPS), Andréia Zito (PSDB) e Jorge Bittar (PT). No Espírito Santo, não se reelegeu Luiz Paulo Veloso Lucas (PSDB).

Para o professor Malco Camargos, da PUC-MG, a fragmentação partidária deste ano também dificulta o enquadramento ideológico do Congresso. O professor avalia que ficou muito aquém do esperado o reflexo das manifestações de rua de junho do ano passado na composição da nova Câmara a partir de 2015. Segundo ele, a taxa de renovação ficou muito próxima de 2010, quando era esperada uma renovação acima de 50% — e, entre os 198 novatos, há a troca de pessoas da mesma família.

— Foram muito fracos os efeitos esperados pelas manifestações de julho. A renovação, quando acontece, não se dá por novas lideranças, mas por transferência de DNA de pai para filho ou do espólio do matrimônio, de marido para mulher e vice-versa — diz o professor.

Os exemplos são muitos, e boa parte vem para a Câmara como os mais votados: no Amazonas, Arthur Bisneto (PSDB), filho do ex-senador e atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB); em Alagoas, João Henrique Caldas (SD), filho do deputado João Caldas; na Paraíba, Pedro Cunha Lima (PSDB), filho do senador Cássio Cunha Lima; no Piauí, Rejane Dias (PT), mulher do governador eleito, Wellington Dias; em Roraima, Shéridan (PSDB), mulher do ex-governador Anchieta Júnior; em Tocantins, Dulce Miranda (PMDB), mulher de Marcelo Miranda; e no Rio Grande do Norte, Walter Alves (PMDB), filho do ministro Garibaldi Alves Filho.

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