Iraque. Filoni disse que o Papa gostaria de ir pessoalmente

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Por: Jonas | 12 Agosto 2014

“O Santo Padre, provavelmente, gostaria de ter o prazer de estar ali, no meio desta gente pobre”. É o que explicou o cardeal Fernando Filoni ao Centro Televisivo Vaticano (CTV). Pouco antes de partir (talvez hoje, mas ainda há dificuldades logísticas) para ir representar o Papa entre os refugiados do Iraque, o cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos (Propaganda Fide), reuniu-se com o Papa Francisco na Casa Santa Marta. O último encontro entre o Pontífice e seu enviado pessoal ao Iraque ocorreu ontem, às dezoito horas.

 
Fonte: http://goo.gl/8XP4zB  

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 11-08-2014. A tradução é do Cepat.

O Papa recebeu Filoni “para demonstrar sua proximidade com as populações e, particularmente, aos cristãos duramente atingidos pelo conflito em curso, extremamente necessitados de apoio e ânimo”. Quem deu a notícia deste encontro foi o porta-voz da Santa Sé, o padre Federico Lombardi. O cardeal “informou ao Papa sobre a preparação de sua missão e sobre sua iminente partida”.

Francisco insistiu em seus “sentimentos frente aos trágicos eventos em curso, sentimentos já expressos por ele mesmo em diferentes ocasiões nestes dias, e lhe deu suas recomendações pessoais para a missão, entregando-lhe também uma contribuição que deve ser usada para ajudas urgentes às pessoas mais atingidas, como sinal da concreta solidariedade do Papa e de sua participação nos esforços das instituições e das pessoas de boa vontade para responder à dramática situação”.

Filoni, que foi núncio no Iraque durante a segunda guerra do Golfo, em uma declaração ao CTV, afirmou que o Papa Bergoglio “encomenda-me esta tarefa justamente para que torne presente este afeto, este amor profundo, este compartilhar que o Papa tem por estes nossos pobres de hoje”.

A missão do enviado do Papa no Iraque é para animar, especialmente “em confiança, ajuda espiritual, moral e psicológica”, aos cristãos perseguidos. “Devem sentir que a Igreja está com eles, que não os abandona, que os considera preciosos nesta terra”.

Filoni procurará sensibilizar as instituições para que se garanta a convivência no Iraque entre as minorias: “Seria verdadeiramente uma lástima – disse – perder esta riqueza”, que é patrimônio da história do país.

O enviado papal recorda que a “dificílima situação” no Iraque atingiu muita gente: “Fala-se em um milhão de pessoas refugiadas - afirmou ao CTV - que procura um lugar seguro para viver e também para o próprio futuro”. Agora, acrescentou, acreditamos que “estes cristãos, após todas as dificuldades que passaram, poderiam pensar que este país não é seu”.

“Estou convencido – afirmou – que as autoridades farão o que for possível para oferecer a estes cristãos uma condição de futuro, de segurança”. Além disso, “também devem sentir que a Igreja universal está com eles, que não os abandona, que os considera preciosos nesta terra, que eles ainda podem ter confiança em si mesmos e nas relações que podem estabelecer com os demais. O Papa está consciente de tudo isto”.

Para concluir, Filoni resumiu o sentido de sua missão: “Sensibilizar mais as autoridades, recomendando-lhes o bem dessas nossas populações e, ao mesmo tempo, estudar como ajudar concretamente nesta situação e no futuro próximo”. Além disso, será uma oportunidade para “agradecer a todos (autoridades, organizações eclesiásticas e não eclesiásticas) pelo que estão fazendo a favor desta população”.

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