Ernesto Cardenal rejeita pedir indulgência a Francisco

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

11 Agosto 2014

O sacerdote e poeta nicaraguense Ernesto Cardenal descartou a ideia de pedir indulgência ao Papa Francisco para que seja levantada a suspensão a divinis que lhe foi imposta por João Paulo II quando ele era ministro da Cultura da Revolução Sandinista, como fez Miguel D'Escoto.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 07-08-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ernesto Cardenal, 89 anos, declarou ao jornal La Prensa que não considera necessário voltar ao seu antigo ofício, já que a sua vida religiosa possui um caráter "meramente contemplativo".

"A minha vocação não é esta: de administrar os sacramentos. O meu sacerdócio é de outro tipo. É por isso que eu não preciso gerir o levantamento da sanção", assegurou Ernesto Cardenal, explicando que a sua vida está dedicada à oração isolada.

O seu castigo, imposto pelo Papa João Paulo II em 1985, se estendeu a outros quatro sacerdotes da Nicarágua que ocupavam cargos ministeriais dentro da Revolução Sandinista.

Recentemente, o indulto outorgado pelo Papa Francisco ao ex-chanceler Miguel D'Escoto permitiu-lhe rezar a missa e administrar os sacramentos. O perdão lhe foi entregue em resposta a um pedido feito pelo atual assessor de Assuntos Internacionais do governo de Daniel Ortega.

Por sua parte, o cardeal Leopoldo José Brenes disse na terça-feira, 5 de agosto, que as penas do Direito Canônico são para refletir, e, quando se supera a falta, a pena pode muito bem ser suspensa, porque não são permanentes.

"Todas as penas no Direito Canônico não são para mortificar as pessoas, mas são penas medicinais para mudar, de acordo com as observações", explicou o cardeal.