Enfermeiro de Guantânamo se nega a alimentar à força os detentos em greve de fome

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Por: Caroline | 21 Julho 2014

O oficial é o primeiro objetor de consciência na prisão de Guantânamo, onde o Pentágono mantém cerca de 150 prisioneiros. O mesmo negou-se a alimentar à força os prisioneiros em greve de fome, contudo isso não deteve as operações habituais da base.

A reportagem é publicada por Telesur, 17-07-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/DK4KPC

Um enfermeiro militar se negou a alimentar à força os presos de Guantânamo que estão em greve de fome. Trata-se do primeiro caso de rebelião frente a este tipo de práticas que são realizadas na prisão estadunidense.

O prisioneiro Abu Wael Dhiab narrou o ocorrido a sua advogada, Cori Crider, que se referiu ao enfermeiro como “o primeiro objetor de consciência militar” dos Estados Unidos nos 18 meses de greve de fome, de acordo com um jornal estadunidense. A jurista assinalou que o indivíduo é um oficial de origem hispânica, com cerca de 40 anos.

Apesar da rebelião do oficial, o porta-voz da prisão, capitão do navio, Tom Gresback, esclareceu que a negativa do funcionário não teve impacto nas operações habituais de apoio médico na base. No entanto, o militar foi levado a executar “serviços alternativos”, de acordo com Gresback.

Em meados de 2013 mais de 100 detidos estiveram em jejum total, dos quais 46 recebiam alimentação forçada mediante tubos pelas vias digestivas, segundo a ordem militar estadunidense. Desde dezembro do ano passado, o Pentágono negou à imprensa o acesso à informação sobre o tema.

Em junho do ano passado um prisioneiro argelino em greve de fome dentro da prisão ilegal denunciou ser vítima de um doloroso processo de alimentação forçada que provocou a ele transtornos psicológicos, vômitos e fortes dores abdominais.

“Quando nos alimentamos mediante o uso da força, prendem nossos pés com correntes de metal e com algemas prendem nossos braços e mãos sobre nosso estômago. Logo nos deitam em uma cama e nos prendem a ela com correias de força para nos introduzir os alimentos”, detalhou Ahmed Belbacha.

O prisioneiro, de 43 anos de idade, relatou ao seu advogado que o processo de alimentação forçada “dói muito” e que muitos prisioneiros vomitam e sofrem “dores insuportáveis” como consequência dos maus-tratos dos quais são vítimas.