“O Papa defenderá o direito do povo palestino a uma pátria, soberana e independente”. Entrevista com Pietro Parolin

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Por: André | 26 Mai 2014

“Sabemos que o Papa vai para uma terra particularmente difícil. Eu realmente espero que o fruto possa ser o de ajudar a todos os responsáveis e todas as pessoas de boa vontade a tomar decisões corajosas no caminho da paz”. O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, fala para a Rádio Vaticano sobre a iminente viagem de Francisco à Terra Santa.

A entrevista está publicada no sítio da Rádio Vaticano, 23-05-2014. A tradução é de André Langer.

Eis a entrevista.

Que frutos podem resultar desta peregrinação?

Sabemos que o Papa vai para uma terra particularmente difícil. Eu realmente espero que o fruto possa ser o de ajudar a todos os responsáveis e todas as pessoas de boa vontade a tomar decisões corajosas no caminho da paz.

Uma terra onde custa florescer a paz. O que a Santa Sé espera do diálogo entre palestinos e israelenses?

Por um lado, o direito de Israel de existir e de gozar de paz e segurança nos limites das fronteiras internacionalmente reconhecidas; o direito do povo palestino a ter uma pátria, soberana e independente, o direito de ir e vir livremente, o direito de viver com dignidade. E depois o reconhecimento do caráter sagrado e universal da cidade de Jerusalém, da sua herança cultural e religiosa: ou seja, como lugar de peregrinação dos fiéis das três religiões monoteístas. Um pouco são estes os pontos sobre os quais o Papa insistirá também desta vez, na linha com toda a “política” da Santa Sé no que diz respeito ao conflito entre Israel e Palestina.

No Angelus de 05 de janeiro passado, o Papa Francisco falou desta viagem como de uma peregrinação, insistindo no aspecto da oração. Ponto central será precisamente o encontro ecumênico no Santo Sepulcro com o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla em memória do histórico encontro entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras. Acredita que de alguma maneira este encontro possa marcar também um momento significativo, importante nas relações entre as Igrejas?

O ecumenismo foi uma das aquisições do Concílio Vaticano II, evidentemente, ao final de um longo caminho percorrido também pela Igreja católica, neste sentido. Mas, que o encontro entre o Papa Paulo VI e Atenágoras tenha dado um impulso fundamental, decisivo, a este caminho ecumênico, nos indica que às vezes os gestos servem mais que palavras, que são mais eloquentes que as palavras. Eu espero que o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu reaviva um pouco esta chama, este entusiasmo pelo caminho ecumênico que, por sua vez, deveria animar um pouco todas as iniciativas que estão em marcha. Deveria existir esta alma de entusiasmo e esta paixão pela unidade que foi a fervorosa oração de Jesus no Cenáculo, na última ceia, antes da sua Paixão e Morte.

A viagem também, será sem dúvida, um momento de alegria para os cristãos que vivem na Jordânia, Palestina e Israel, cristãos que com frequência vivem em condições difíceis...

Será um momento de alegria e consolo para todos os cristãos que vivem na Terra Santa, e o Papa creio que quer insistir, durante o encontro direto com eles, sobre duas coisas: que estes cristãos são pedras vivas, e que sem sua presença a Terra Santa e os próprios Lugares Santos correm o risco de transformar-se em museus, como costumamos dizer. Ao contrário, sua presença assegura que ali há uma comunidade cristã viva e uma presença viva do Senhor Ressuscitado. E, ao mesmo tempo, além desta dimensão eclesial está o papel que exercem os cristãos do Oriente Médio e da Terra Santa na sociedade em que vivem, nos países onde vivem: um papel chave. Querem sinceramente colocar-se à disposição dos seus concidadãos para construir juntos uma pátria livre, justa e democrática.

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