Nos Estados Unidos, ficaram encantados com Pepe Mujica

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Por: Jonas | 20 Mai 2014

Depois de falar por mais de uma hora em um auditório, de ter respondido amavelmente e com convicção uma dezena de perguntas de compatriotas, algumas ríspidas e sem filtros, segundo constatou o jornal Clarín, José Mujica (foto) suspirou: “Rapazes, estou bastante esgotado”. Era quase uma das últimas reuniões da turnê de quatro dias do presidente uruguaio em Washington, que terminou na quinta-feira. Mas, não era tudo, porque Mujica, de 79 anos, fez ainda mais. Minutos depois, inaugurou uma mostra de Carlos Páez Vilaró, no BID, e ficou quase uma hora tirando fotos com uruguaios residentes nos Estados Unidos, que faziam fila para cumprimentá-lo. Já passava das 20h00s.

 
Fonte: http://goo.gl/mJVeBs  

A reportagem é publicada pelo jornal Clarín, 18-05-2014. A tradução é do Cepat.

Também teve alguns minutos para falar com este jornal. “Não se vende a alma com estas visitas”, disse Mujica ao Clarín, quando foi questionado sobre a sua viagem e a respeito dos países da região que acusam os Estados Unidos de “imperialista”. “Nós viemos trabalhar. O importante é falar de educação, de saúde, assinar convênios que beneficiem nosso povo. Nós também viemos trazer a nossa [contribuição]”. Segundo soube o Clarín, havia muito interesse por parte de Washington em conhecer este mandatário, líder de um país que, aqui, poucos cidadãos podem visualizar no mapa, e um homem que foi qualificado pela revista Time como um “revolucionário”. Em Washington, destaca-se sua maneira austera de viver e a política de legalização do consumo de maconha.

“O estilo Mujica cai bem aqui”, disse um jovem que trabalha para um milionário estadunidense, pois além de ter sido tupamaro, não usa gravata e sua linguagem carregada de expressões e acentos gauchescos tem deixado as intérpretes mudas, o uruguaio é um pragmático. E assim demonstrou, porque assinalou para questões pontuais.

“Nosso dever e o de todo governo é lutar para abrir portas onde é possível. E, nesta oportunidade, viemos fazer isto”, disse Mujica. Concretamente, esforçou-se para abrir ainda mais o mercado de cítricos e a exportação de carne de ovino com osso. Avançou-se no tema do intercâmbio de professores e, pelo fato de Mujica ser mais interessado em que os estadunidenses entrem no Uruguai e não ao contrário, estão trabalhando para que possam continuar lhes pagando as contribuições de previdência, quando estiverem ensinando no Rio da Prata. “É preciso buscar conhecimento onde o conhecimento está”, disse Mujica, distante de qualquer discurso de imperialismo cultural.

Na Câmara de Comércio, os empresários ficaram contentes com as oportunidades de negócios, mas também com a sinceridade do presidente: “Não somos muito trabalhadores, somos mais ou menos. Não nos matamos muito”. Foi uma declaração que para alguns empresários uruguaios não caiu muito bem, porque, como disseram, pecava por ser “generalista”. Mujica não ficou exaltando seu governo, mas, sim, a todo instante deu ênfase ao que ainda falta para o seu “paisinho”.

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