A viagem da ''Cruz de Lampedusa'', construída com restos de barcos de migrantes

Revista ihu on-line

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mais Lidos

  • A sombra tenebrosa do bolsonarismo. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • Uma contribuição para uma teologia do sacerdócio a partir da tradição afonsina

    LER MAIS
  • A metáfora empregada pelo professor Anselm Jappe, no Ciclo de Estudos Decálogo do Fim do Mundo, evidencia a sanha destruidora de uma sociedade capitalista que pode sentenciar seu próprio fim

    “Estamos num barco sem combustível e arrancando madeiras do casco para alimentar as caldeiras”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


09 Abril 2014

Começará nessa quarta-feira, 9 de abril, na Praça de São Pedro, a viagem da grande cruz feita com a madeira dos barcos de Lampedusa provenientes das costas líbias. Com 2,8 metros de altura e com 1,5 metro de largura, pesando 60 quilos, a cruz será apresentada ao Papa Francisco para a sua bênção durante a Audiência geral. Aí começará a sua peregrinação por toda a Itália, para levar uma mensagem de solidariedade e de paz entre comunidades, paróquias, culturas, cidades, religiões.

A reportagem é do jornal L'Osservatore Romano, 08-04-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A iniciativa, denominada justamente de "Viagem da Cruz de Lampedusa", é promovida pela fundação Casa dello Spirito e delle Arti, ativa há vários anos em Milão no âmbito da cultura, da música e das artes, entendidas como instrumentos a serviço das camadas mais frágeis da população, particularmente das crianças e dos jovens que vivem em situações de grave instabilidade social. Alguns membros da fundação participarão da audiência geral para apresentá-la ao papa.

Em uma espécie de "corrida de revezamento espiritual", a cruz passará de comunidade em comunidade, parando nas paróquias que desejam acolhê-la, para depois ser hospedada definitivamente na igreja de Santo Estevão, em Milão.

Dessa forma – explicam os promotores – a cruz poderia se tornar não só destino de oração e de peregrinação para todos os fiéis leigos tocados pelo drama de Lampedusa, mas também registro permanente de uma memória que não deve nem pode desaparecer.

A obra foi realizada pelo carpinteiro lampedusano Franco Tuccio, autor também do báculo usado pelo Papa Francisco no dia 8 de julho do ano passado, durante a visita à ilha da Sicília. Ainda no ano passado, a diocese de Milão encomendara 150 cruzes, feitas com a madeira dos barcos, por ocasião do rito que é realizado na catedral lombarda no dia 2 de novembro para homenagear as vítimas do naufrágio do dia 3 de outubro de 2013.

O projeto "Viagem da Cruz de Lampedusa" também nasce de outro precedente. Na ilha, ainda em 2008, a fundação já tinha dedicado uma obra de arte à memória dos migrantes mortos e desaparecidos no mar. Naquela ocasião, Mimmo Paladino tinha construído e instalado na ilha uma porta chamada "Porta de Lampedusa, porta da Europa" (foto ao lado), visível do mar e do porto, que marca e representa o símbolo da acolhida, de um lado, e o traço da memória, de outro.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A viagem da ''Cruz de Lampedusa'', construída com restos de barcos de migrantes - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV