Maduro anuncia prisão de três generais por tentativa de golpe

Mais Lidos

  • A catolização de Jesus de Nazaré: uma febre que mata. Artigo de Daniel Luiz Medeiros

    LER MAIS
  • O Brasil que a República não quis construir. Entrevista com Ivanir dos Santos

    LER MAIS
  • A pesquisadora explora imagens artísticas sobre o colapso planetário que vivenciamos e oferece um panorama das questões associadas ao fenômeno do colapso ambiental global no qual estamos inseridos

    Imagens e imaginários do Antropoceno. Entrevista especial com Carolina Cunha

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 26 Março 2014

Na presença de chanceleres da Unasul, presidente diz que militares eram ligados à oposição e serão colocados à disposição da Justiça. Deputada cassada por críticas ao governo promete voltar à Venezuela.

A reportagem é publicada por Deutsche Welle, 25-03-2014.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira (25/03) que três generais da Aeronáutica foram presos por, segundo ele, estarem planejando um golpe de Estado. "Na noite de ontem [segunda-feira] capturamos três generais da Aeronáutica que estávamos investigando graças à poderosa moral de nossa Força Aérea", disse Maduro no início da reunião de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Segundo o presidente venezuelano, os três generais pretendiam "sublevar a Força Aérea contra o governo legitimamente constituído". Os oficiais, afirmou Maduro, estão agora à disposição dos tribunais militares.

"Todos vieram alarmados denunciar que estavam convocando um golpe de Estado", afirmou o presidente, em referência aos militares que fizeram a denúncia. De acordo com ele, os generais, que não tiveram os nomes revelados, são ligados à oposição.

Em crise econômica, a Venezuela enfrenta desde meados de fevereiro uma onda de protestos. Já foram mais de 30 mortos, centenas de feridos e milhares de detidos.

"Golpe contínuo"

As declarações do presidente foram feitas diante dos chanceleres de uma missão da Unasul – incluindo o brasileiro Luiz Alberto Figueiredo. Os ministros discutiram a portas fechadas a crise venezuelana com Maduro, que reiterou, em breve discurso antes do encontro, que seu país está sob um "golpe de Estado contínuo".

Na segunda-feira, a deputada María Corina Machado, um dos principais nomes da oposição, teve seu mandato cassado pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello. Ela havia tentado discursar na Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a situação na Venezuela e, para isso, aceitou o cargo de representante suplente do Panamá.

Cabello considerou que a atitude violou a Constituição, e optou por cassar o mandato da deputada. Atualmente no Peru, Corina Machado anunciou nesta terça-feira que retornará à Venezuela para "seguir lutando nas ruas" contra o governo Maduro.