A relação dos jesuítas com o imperador Kangxi

Mais Lidos

  • Leão XIV proclama o segredo mais bem guardado da Igreja Católica em ‘Magnifica Humanitas’. Artigo de Thomas Reese

    LER MAIS
  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Bispos lefebvrianos: do cisma à heresia? Artigo de Lorenzo Prezzi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

26 Março 2014

Os jesuítas desfrutavam de uma relação cordial e respeitosa com o grande imperador chinês Kangxi. Foi ele que escreveu um edito de tolerância ao cristianismo em 1692 na China.

A nota é publicada por Jesuit Restoration 1814, 21-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O imperador Kangxi foi o quarto imperador da Dinastia Qing e governou de 1661 a 1722. O seu reinado de 61 anos faz dele o imperador chinês com o reinado mais longo da história, e muitos estudiosos afirmam que ele foi um dos mais importantes.

Nas primeiras décadas do reinado de Kangxi, os jesuítas tiveram um papel importante na corte imperial. Com seus conhecimentos de astronomia, eles administravam o observatório imperial. Dois jesuítas também facilitaram o primeiro acordo que a China assinou com uma potência estrangeira (Rússia), o Tratado de Nerchinsk. Este foi um feito notável que fixou as fronteiras entre os dois países. Os padres Jean-François Gerbillon e Tomás Pereira atuaram como tradutores para as cruciais negociações.

Kangxi ficou grato aos jesuítas por suas contribuições, as muitas línguas que podiam interpretar e as inovações que ofereceram aos seus militares na fabricação de armas e artilharia. Kangxi também gostava da forma respeitosa e discreta dos jesuítas; falavam bem a língua chinesa, e usavam as vestes de seda da elite.

Em 1692, quando o padre Tomás Pereira pediu tolerância ao cristianismo, Kangxi se dispôs a aceitar, e emitiu o Edito de Tolerância, que reconheceu o catolicismo, barrou os ataques às igrejas e legalizou as missões e a prática do cristianismo pelo povo chinês.

Este é um extrato do edito:

Os europeus são muito tranquilos, pois eles não excitam quaisquer perturbações nas províncias, não fazem mal a ninguém, não cometem crimes, e sua doutrina não tem nada em comum com as falsas seitas do império, nem tem qualquer tendência para excitar sedição... Decidimos, portanto, que todos os templos dedicados ao Senhor dos Céus, em qualquer lugar que possam ser encontrados, devem ser preservados, e a todos aqueles que desejam adorar esse Deus pode-se permitir que entrem nesses templos, ofereçam-lhe incenso e realizem as cerimônias praticadas de acordo com o antigo costume dos cristãos. Portanto, que ninguém doravante ofereça-lhes qualquer tipo de oposição.