“A Igreja tem que ser uma casa de portas abertas”, diz o novo presidente dos bispos da Espanha

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Por: André | 13 Março 2014

“A Igreja tem que ser uma casa de portas abertas”. Ricardo Blázquez (foto) apresentou-se minutos depois da sua eleição como presidente da Conferência dos Bispos da Espanha (CEE). Uma eleição esmagadora (60 votos), que reflete uma mudança de estilo, uma intenção de “testemunhar com amabilidade o amor de Deus”. Poucos minutos depois, outra grata notícia: Carlos Osoro, arcebispo de Valência, será o vice-presidente, eleito em primeira votação com 46 votos.

 
Fonte: http://bit.ly/1dRvpwm  

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada no sítio espanhol Religión Digital, 12-03-2014. A tradução é de André Langer.

O arcebispo de Valladolid compareceu sereno e alegre, de modo completamente diferente do que aconteceu há seis anos, quando foi eleito Rouco Varela. Um Rouco a quem Blázquez quis homenagear, destacando “o serviço muito longo” oferecido à Igreja espanhola. Blázquez recordou sua amizade com o cardeal de Madri desde os tempos de Salamanca, e como começou sua trajetória episcopal como seu auxiliar em Compostela.

Ao mesmo tempo, quis mostrar “a comunhão cordial, afetiva e efetiva com o Papa Francisco”, que “tem a graça de derrubar as barreiras que podem ser criadas entre nós”. “Com ele – continuou Blázquez – pode-se dizer as palavras diretamente, sem rodeios. Ele mostra um rosto espontâneo e próximo”.

“Amanhã completa-se um ano da eleição de Francisco como Bispo de Roma, após a renúncia, totalmente livre, que diante de Deus fez Bento XVI”, disse o novo presidente, que destacou que “os dois estão nos dando um exemplo de eclesialidade, de fé cristã, de nos colocarmos todos a serviço da comunidade cristã e dos demais”.

“O Papa é um presente de Deus à Igreja”, incidiu Blázquez, que destacou como “Francisco desde o princípio manifestou como o amor de Deus precisa ser testemunhado com amabilidade”, mostrando “a dimensão humana do Evangelho, que aparece com especial nitidez nas situações de maior prostração que devemos ter às pessoas: doentes, às vezes com o rosto desfigurado, e necessitados, com muitas formas de indigência...”.

No turno de perguntas, o arcebispo de Valladolid mostrou-se conciliador com seu antecessor, embora tenha deixado claro que “eu não tenho programa. Elaboraremos juntos um programa, para percorrê-lo conjuntamente”. Uma clara demonstração de colegialidade. Reconheceu que “todos temos a nossa personalidade. A imitação do modo de proceder de outras pessoas é a sua, que conscientemente levou a cabo. O estilo é a pessoa humana”.

Destacou, especialmente, que “a nossa sociedade, todos nós, necessitamos que diariamente o Evangelho nos seja anunciado. Necessitamos todos aprofundar nas raízes da esperança. Há motivos para a esperança, embora em muitos momentos nos sintamos esmagados pelas dificuldades e incertezas”.

“Há motivos para isso a partir da mensagem cristã e das coisas que acontecem ao nosso redor e na Igreja”, destacou, incidindo em que “fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e levamos uma querença profunda de Deus. Deus é uma realidade inesquecível para as pessoas. Durante algum tempo podemos substituí-lo ou dar-lhe as costas, relegá-lo à via morta, mas ao longo da vida vão surgindo as interrogações. Cai muito bem às pessoas crer em Deus. A fé não é a mesma coisa que a descrença”.

A prioridade, o evangelho. “O Evangelho sempre coloca os pobres em seu coração. Deus leva a todos nós em seu coração. E queremos transmitir o Evangelho em sintonia com o coração de Deus”. E por isso, “que todos saibam que a Igreja é uma casa com as portas abertas, e especialmente para os mais necessitados”.

“Temos que evangelizar em nosso tempo. Da evangelização derivam luzes para a vida em sociedade, para o respeito da vida em toda a sua trajetória, não apenas no começo e no final, também nos meninos de rua, nos meninos soldados, e outras formas. No Evangelho aprendemos a adorar a Deus e a servir aos demais”, concluiu.

Blázquez foi apresentado por José María Gil Tamayo, secretário geral-geral da CEE. “É muito conhecido, e foi eleito há poucos instantes, com 60 votos em primeira votação”, destacou. Tamayo recordou que o arcebispo de Valladolid já foi presidente entre 2005 e 2008. “É um teólogo de fama internacional, que participou de vários Sínodos”, apontou, realizando um breve percurso biográfico do novo presidente da Conferência dos Bispos da Espanha.

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