A Igreja paraguaia está preocupada com a expansão do cultivo de soja transgênica

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Por: André | 10 Março 2014

A Conferência dos Bispos do Paraguai (CEP) mostrou-se preocupada com os deslocamentos de famílias de camponeses de seus lugares de origem por causa da expansão da monocultura da soja transgênica em todo o país.

A reportagem é da agência EFE, 07-03-2014. A tradução é de André Langer.

Após concluir a 199ª Assembleia da Conferência, o bispo Edmundo Valenzuela disse que a Igreja está preocupada com o fato de que “as famílias de camponeses estejam sendo deslocadas pelas fumigações tóxicas”, em referência ao uso descontrolado de agroquímicos para fumigar as grandes plantações.

“E, especialmente, com o fato de que as fazendas não estejam cumprindo as leis ambientais e nem sequer contribuem com impostos para a redistribuição justa do dinheiro”, expressou o núncio à imprensa.

Além disso, é o país com a segunda maior concentração de terras do mundo, já que 2,6% dos proprietários detêm 85,5% da superfície agrária, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A Conferência dos Bispos concorda com as reivindicações que a Federação Nacional Camponesa (FNC) e outros importantes grupos de organização no campo paraguaio estão fazendo há meses, pedindo que o Governo controle o uso dos defensivos agrícolas.

As organizações camponesas asseguram que milhares de famílias se veem obrigadas a abandonar suas terras porque os tóxicos usados em grande escala e sem restrições afetam suas moradias e vizinhanças.

Segundo a Federação, não existe um controle exaustivo das fumigações com pesticidas nas plantações de soja e o próprio Governo paraguaio reconheceu que é insuficiente.

Segundo a FNC, no Paraguai, utilizam-se anualmente 60 milhões de litros de agrotóxicos.