Francisco abre ao público os jardins de Castel Gandolfo

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Por: André | 06 Março 2014

Francisco autorizou a abertura ao público dos suntuosos jardins da residência de verão papal de CastelGandolfo, nos arredores de Roma, anunciou na segunda-feira a Rádio Vaticano.

 
Fonte: http://abcn.ws/1q6492p  

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 04-03-2014. A tradução é de André Langer.

Com essa decisão, o Pontífice argentino deseja que o público possa ter acesso “à arte esplendorosa e à glória da natureza, que se casaram nesse lugar com um equilíbrio admirável”, explicou em um comunicado o diretor dos Museus do Vaticano, Antonio Paolucci.

“Era preciso que uma personalidade como Francisco realizasse esse sonho. É um presente maravilhoso”, acrescentou Paolucci. A partir de 1º de março foram programadas visitas guiadas de uma hora e meia de duração, ao preço de 450 euros para 15 pessoas.

A apenas 23 quilômetros do Vaticano, entre idílicos jardins e aos pés do refrescante Lago Albano, encontra-se a residência de férias dos papas, que foi construída sobre os restos da grande vila que o imperador Domiciano construiu para si no século I.

A propriedade inclui três imponentes vilas: Vila Cybo, Vila do Moro e Vila Barberini, 30 hectares de jardins escrupulosamente cuidados e 25 hectares destinados à atividade pecuária e agrícola onde são cultivadas verduras rigorosamente orgânicas.

Desde 1929, quando Pio XI e Benito Mussolini assinaram os chamados Pactos Lateranenses, em virtude dos quais a Igreja católica reconhecia a Itália como Estado soberano e esta fazia o mesmo com a Cidade do Vaticano, Castel Gandolfo foi declarado posse extraterritorial da Santa Sé.

Desde então, quase todos os Papas passaram longas temporadas de férias nessa residência, começando com Pio XII, que morreu em Castel Gandolfo em 1958.

O argentino Francisco não quis alojar-se nessa residência desde que foi eleito há um ano Pontífice, o que magoou os moradores da localidade, que vive do turismo.

O Papa prefere trabalhar no Vaticano e evitar isolar-se, por enquanto, nesse paraíso natural.