Google e ONGs vão monitorar florestas no mundo

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24 Fevereiro 2014

O World Resources Institute, um think tank americano que estuda energias renováveis, lançou com o Google e 40 instituições internacionais um sistema capaz de monitorar com rapidez o estado das florestas no mundo. A ideia do Global Forest Watch (GFW), como foi batizada a plataforma, é permitir o melhor manejo dos recursos florestais mundiais mostrando onde está sendo desmatado, em qual taxa e agilizando a ação dos governos, das empresas e das ONGs.

A reportagem é de Daniela Chiaretti, publicada pelo jornal Valor, 21-02-2014.

Na base deste esforço está um fato impressionante: o mundo perdeu 230 milhões de hectares de cobertura florestal entre 2000 e 2012, segundo a Universidade de Maryland e o Google. Isso equivale à perda de 50 campos de futebol de florestas a cada minuto, nos últimos 12 anos. Os países com a mais alta taxa de perda foram a Rússia, o Brasil, o Canadá, os Estados Unidos e a Indonésia.

"O Global Forest Watch é uma plataforma em tempo quase-real que irá mudar a maneira como pessoas e negócios administram as florestas", diz Andrew Steer, presidente do WRI. "A partir de agora os vilões não poderão se esconder e os mocinhos serão reconhecidos".

O sistema mostrará a perda anual da cobertura vegetal no mundo, assim como os ganhos, com uma resolução de 30 metros. Dados e análises serão gratuitos.

"Isso nunca foi feito antes", diz Rebecca Moore, responsável pelo Google Earth Outreach and Earth Engine, a base do projeto. Para a iniciativa foram analisadas mais de 700 mil imagens de satélite Landsat. "Usamos um milhão de horas de CPU em 10 mil computadores funcionando em paralelo". Assim foi possível ter o cenário da cobertura florestal no mundo em 2000 e as perdas (ou ganhos) nos anos seguintes, até 2012.

"Isso vai mudar o jeito como fazemos negócios", diz Duncan Pollard, da Nestlé. "Há 10 anos estudo florestas. Nunca tivemos bons mapas. Este é um passo adiante."

"Qualquer pessoa pode entender o sistema", diz Nigel Sizer, diretor do GFW. Os investimentos iniciais superaram US$ 25 milhões. Os maiores financiadores foram a Norwegian Climate and Forests Initiative, o U.S. Agency for International Development (USAID), o Departmento de Desenvolvimento Internacional (DFID) britânico e o fundo do Banco Mundial (GEF).

Rebecca Moore lembrou o trabalho de monitoramento da Amazônia feito há mais de 20 anos no Brasil pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE. "É um modelo para o mundo seguir."

Entre os que participaram da criação do GFW estão o instituto brasileiro Imazon e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). "É um grande ganho também para a transparência, não só do lado governamental, mas do setor privado, possibilitando a rastreabilidade da cadeia de fornecedores", diz Carlos Souza, pesquisador sênior do Imazon.

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