Vaticano confirma quase 400 padres laicizados por abuso sexual

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20 Janeiro 2014

Apesar de um comunicado anterior do Vaticano negar uma história da Associated Press – AP de que quase 400 padres haviam sido excomungados por abusos sexuais de menores de idade entre os anos de 2011 e 2012, um bispo conhecedor das estatísticas disse à agência de notícias que a história era verdadeira.

O porta-voz do Vaticano também confirmou a história em uma resposta enviada ao site National Catholic Reporter – NCR.

A reportagem é de John L. Allen Jr. e publicada por National Catholic Reporter, 17-01-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O bispo auxiliar Charles Scicluna, de Malta, que serviu por 10 anos como advogado de acusação do Vaticano para questões de abusos sexuais na Igreja e que representou a Santa Sé durante a audiência do dia 16-01-2014, na ONU, perante o Comitê dos Direitos da Criança, contou ao NCR que, em 2011 e 2012, 384 padres foram ou voluntariamente desligados do estado clerical ou tiveram sua laicização imposta como penalidade para casos relacionados a abusos sexuais.

Dom Scicluna falou ao NCR no dia 17-01-2014 por telefone.

Com base em informações fornecidas no volume publicado sob o título “Atividades da Santa Sé”, de acordo com Dom Scicluna, houve 135 padres em 2011 que voluntariamente pediram desligamento de seu estado clerical e 125 tiveram a laicização imposta como penalidade.

Já em 2012, os números são: 67 desligamentos voluntários e 57 casos nos quais a laicização foi imposta.
No total, estes números chegam a 384 sacerdotes num período de dois anos que foram afastados do sacerdócio devido a casos relacionados com abusos sexuais de menores.

No início desta noite, o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, negou inicialmente esta reportagens, dizendo que ela estava baseada em uma confusão ocorrida entre os casos reportados ao Vaticano e o resultado final de tais casos.

Posteriormente, o porta-voz disse que a reportagem da AP estava “correta” e que não estava baseada “numa confusão com os casos reportados”.

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