Papa denuncia o “espírito mundano que negocia tudo”

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Por: Caroline | 20 Novembro 2013

“Que o Senhor nos salve do espírito mundano que ‘negocia tudo’, não apenas os valores, mas também a fé”. É o que afirmou o Papa Francisco, esta manhã, em sua homilia da Missa matutina celebrada na capela da Casa de Santa Marta. O Santo Padre disse, segundo a Rádio Vaticana, que é necessário estar atento frente ao que definiu como a “globalização da uniformidade hegemônica”, fruto da vida mundana.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr, publicado por Vatican Insider, 18-11-2013. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/PVSN12

O Povo de Deus prefere afastar-se do Senhor frente a uma proposta de mundanismo. Ao comentar a Primeira Leitura, uma passagem do Livro dos Macabeus, o Papa se deteve na reflexão sobre a “raiz perversa” da vida mundana. Ao destacar que os líderes do povo já não queriam que Israel permanecesse isolado das demais nações, abandonaram suas próprias tradições, para ir ter com o rei. Foram “negociar” – disse Francisco – e se sentiram entusiasmados por isto. É como se dissessem “somos progressistas, vamos com o progresso, para onde vão todas as pessoas”. E advertiu que se trata do “espírito de progresso adolescente”, que “acredita que seguir em frente em qualquer escolha, é melhor do que permanecer nos costumes da fidelidade”. Estas pessoas, portanto, negociam com o rei “a fidelidade a Deus, sempre fiel”. E “isto - acrescentou o Papa - se chama ‘apostasia’, ‘adultério’”. De fato, não estão negociando alguns valores, “negociam, justamente, o essencial de seu ser: a fidelidade ao Senhor”.
 
“E esta é uma contradição: não negociamos os valores, mas a fidelidade. E isto é, precisamente, o fruto do demônio, do príncipe deste mundo, que nos leva adiante com o espírito da vida mundana. E, depois, vêm as consequências. Assumiram os costumes dos pagãos, em seguida, um passo a mais: o rei prescreveu que em todo o reino todos formassem um só povo e cada um abandonassem seus próprios costumes. Não é a bela globalização da união entre todas as Nações, cada qual com seus próprios costumes, porém unidas. Contudo, é a globalização da uniformidade hegemônica, é justamente o pensamento único. E este pensamento único é fruto da vida mundana”.

O Papa lembrou que, depois disto, “todos os povos se adequaram às ordens do rei, aceitaram também seu culto, fizeram sacrifícios aos ídolos, e profanaram o sábado”. Pouco a pouco, seguiu-se neste caminho. E, ao final, “o rei elevou sobre o altar uma devastação abominável”: “Mas, Padre, isto também acontece hoje? Sim. Porque o espírito da vida mundana também existe hoje e hoje também nos traz este desejo de ser progressistas seguindo um pensamento único. Se com alguém se encontrava o Livro da Aliança e se alguém obedecia a Lei, a sentença do rei o condenava à morte. Isto nós temos lido nos jornais destes meses. Estas pessoas negociaram a fidelidade ao seu Senhor; estas pessoas, movidas pelo espírito do mundo, negociaram a própria identidade, negociaram seu pertencimento a um povo, um povo que Deus ama tanto, que Deus quer como um povo seu”.

O Papa fez referência a um romance do início de 1900, “O mestre do mundo”, que trata precisamente do “espírito da vida mundana que nos leva a apostasia”. E advertiu que hoje se pensa que “devemos ser como todos, devemos ser normais, como todos fazem; com este progressismo adolescente”. E, em seguida, observou que “a história continua”: “as condenações à morte, os sacrifícios humanos? Ocorrem muitos, muitos! E há leis que os protegem”.

“Contudo, o que nos consola é que diante deste caminho que o espírito do mundo faz – destacou o Pontífice –, o príncipe deste mundo, o caminho da infidelidade, sempre permanece o Senhor que não pode deixar de ser ele próprio, o Fiel: Ele sempre nos espera, Ele nos ama muito e Ele nos perdoa quando nós, arrependidos por alguma ação, por alguma pequena ação neste espírito de mundanismo, vamos até Ele, Deus, fiel com seu povo, que não é fiel. Com o espírito de filhos da Igreja peçamos ao Senhor que com sua bondade, com sua fidelidade nos salve deste espírito mundano que negocia tudo. Que nos proteja e nos faça ir em frente, como fez com seu povo no deserto, levando-o pela mão, como um pai leva seu filho. Pela mão do Senhor iremos seguros”.

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