A conferência do clima, da ONU, responderá o desastre do tufão Haiyan?

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Por: Cesar Sanson | 14 Novembro 2013

“É muito difícil conseguir ser ouvido e ser levado a sério pelo governo em temas tão espinhosos e desafiadores como as Mudanças Climáticas. Tudo indica que ele prefere ouvir e acolher as reivindicações das empresas e dos técnicos que defendem seus interesses”. O comentário é de Ivo Poletto, assessor do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socia, lem seu blog, 12-11-2013.

Eis o comentário.

Estou numa reunião do GT Mudanças Climáticas, Pobreza e Desigualdade, no Rio de Janeiro. Ele faz parte do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e elaborou, num processo participativo, um documento com propostas sobre Adaptação às Mudanças Climáticas para os responsáveis pela Política pública em relação aos efeitos destas mudanças no Brasil. 

O motivo da reunião é que este documento não foi levado em conta no processo governamental de elaboração do novo Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Mesmo assim, as entidades do GT forma convidadas a contribuir com o novo Plano. Diante disso, junto com outras ações conjuntas do GT, o que se está exigindo é que o documento seja reconhecido como contribuição da sociedade civil.

Como se percebe, é muito difícil conseguir ser ouvido e ser levado a sério pelo governo em temas tão espinhosos e desafiadores como as Mudanças Climáticas. Tudo indica que ele prefere ouvir e acolher as reivindicações das empresas e dos técnicos que defendem seus interesses.

É o que continua acontecendo também nas COP - Conferências sobre o Clima - da ONU. E tanto que, como nos adverte no artigo abaixo, a 19ª COP, que está sendo realizada em Varsóvia, Polônia, quase com certeza ficará indiferente ao o terrível desastre socioambiental que destruiu parte importante das Filipinas. E fica a pergunta: os governantes do mundo só se moverão quando não haverá mais condições de recuperação?

De nossa parte, contudo, como pessoas com sentimento de humanidade, não podemos acomodar-nos à indiferença dos governantes e aos interesses das empresas transnacionais. Precisamos transformar a indignação em pressões capazes de forçar as mudanças que já deveriam ter acontecido.

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