Jesuíta sugere nomes de mulheres para serem cardeais

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28 Setembro 2013

Um conhecido padre jesuíta e teólogo norte-americano propôs no Facebook uma mudança fundamental na estrutura da Igreja Católica: a nomeação de mulheres para o Colégio dos Cardeais, o corpo de elite da Igreja responsável por eleger o papa.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada no sítio National Catholic Reporter, 24-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em uma postagem da terça-feira na sua página pessoal no Facebook, o padre jesuíta James Keenan pediu que seus amigos e associados propusessem nomes de mulheres de todo o mundo que deveriam ser consideradas como possíveis candidatas a cardinalessas.

"Eu recebi muitas 'curtidas' de todas as partes quando eu disse que eu acho que tornar uma mulher cardeal é uma questão muito fácil, por quê?", pergunta Keenan, professor de Teologia Moral, que detém a cátedra emérita de teologia pelo Boston College. "Porque existem muitas boas candidatas!".

"Não deveríamos usar as redes sociais digitais para colocar alguns nomes lá?", pergunta ele, sugerindo que as pessoas mencionem mulheres do seu próprio país que poderiam ser boas cardinalessas.

Os cardeais, conhecidos às vezes como os "príncipes da Igreja" e pelo seu uso de vestes vermelhas, são nomeados pessoalmente pelo papa. Eles geralmente são altos prelados católicos que atuam ou como arcebispos nas maiores dioceses do mundo, ou na burocracia central do Vaticano.

Depois da morte de um papa ou da renúncia ao ofício papal, os cardeais também são responsáveis por governar a Igreja até que se reúnam em um conclave secreto para eleger o próximo pontífice.

Como os cardeais não são ordenados para o ministério, alguns sugeriram que seria possível para a Igreja nomear mulheres como cardeais, sem mudar o ensino da Igreja sobre a ordenação apenas de homens para o sacerdócio.

Enquanto o direito canônico atualmente especifica que um cardeal deve ser ou um padre ou um bispo, alguns também ponderaram se a nomeação de cardeais do sexo feminino poderia ser uma reforma que o Papa Francisco está levando em consideração.

Se isso vier a acontecer, as mulheres que se encontram na lista de Keenan são: Linda Hogan, professora de ecumenismo do Trinity College de Dublin; a Ir. Teresa Okure, das Irmãs do Santo Menino Jesus, professora de teologia no Instituto Católico da África Ocidental, na Nigéria; e Maryanne Loughry, diretora adjunta do Serviço Jesuíta aos Refugiados da Austrália.

Ao menos um atual cardeal proeminente já sugeriu que a nomeação de cardeais do sexo feminino poderia ser possível.

De acordo com a revista U.S Catholic, o arcebispo Timothy Dolan, de Nova York, disse em uma entrevista no ano passado que era "teoricamente" possível que o papa nomeasse cardeais do sexo feminino.

"Eu ouvi de mais de uma pessoa que uma vez alguém disse ao Bem-aventurado João Paulo II: 'Você deveria tornar a Madre Teresa de Calcutá uma cardinalessa'", disse Dolan, que também preside a Conferência Episcopal dos Estados Unidos, na entrevista.

"O papa disse: 'Eu perguntei a ela. Ela não quer'", disse Dolan.

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