O “Átrio dos Gentios” dialoga com os jornalistas

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Por: Jonas | 28 Setembro 2013

Amanhã, novo encontro romano para o “Átrio dos Gentios”, a estrutura vaticana dedicada ao diálogo com os “distanciados” e da qual se ocupa o Pontifício Conselho da Cultura. O titular do dicastério, cardeal Gianfranco Ravasi, falou com a Rádio Vaticana sobre a sessão que será dedicada ao jornalismo. “Um momento de reflexão e de confrontação não apenas para nós que operamos no mundo da cultura, mas também para a pastoral no sentido lato – enfatiza o purpurado. Será necessário não temer participar, entrar na questão da comunicação atual por parte do pastor ou por parte, seja como for, do crente, levando as razões de sua esperança, as razões de sua fé. Destaco justamente a dimensão das razões, ou seja, as motivações da fé, para que sejam escutadas”.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 26-09-2013. A tradução é do Cepat.

O “Átrio dos Gentios”, dirigido por Ravasi, ocorrerá no Templo de Adriano e nesta sede acontecerá um diálogo entre diretores e editorialistas dos principais meios de comunicação italianos. Estarão presentes o próprio Ravasi e o fundador de “Repubblica”, Eugenio Scalfari (para quem Francisco escreveu uma carta publicada no dia 11 de setembro). Nas sessões de trabalho, participarão diferentes diretores, como Ezio Mauro de “Repubblica”, Feruccio de Bortoli de “Il Corriere della Sera”, Mario Calabresi de “La Stampa”, Roberto Napoletano de “Il Sole 24 Ore”, Virman Cusenza de “Il Messaggero”, Marco Tarquinio de “Avvenire”, Giovanni Maria Vian de “L’Osservatore Romano”.

O “Átrio dos Gentios” (criado por Ravasi para “suscitar um diálogo sério e intelectualmente honesto entre crentes e ateus, e enfrentar temas elevados da vida e da fé, da cultura e da sociedade”) propõe-se, com esta iniciativa, “estabelecer uma reflexão entre os protagonistas da informação, crentes e não crentes, sobre questões como a sociedade, a comunicação e o jornalismo, a responsabilidade da informação, a objetividade e a verdade”.

Ravasi também explicou: “acredito que a reflexão mais sugestiva que pode ser conduzida, antes de tudo, é a sobre a categoria “verdade”, que é uma das categorias fundamentais, inclusive dentro da própria comunicação. Outro assunto é o da “pessoa”, porque naturalmente está envolvida na comunicação, às vezes agressivamente, pelo qual se refletirá também sobre uma espécie de deontologia da comunicação”. Um terceiro motivo da reflexão, segundo Ravasi, está relacionado “justamente com a dimensão religiosa: o fenômeno religioso se tornou cada vez mais incisivo, cada vez mais interessante nestes últimos tempos, sobretudo, desde que surgiu a Figura de Francisco”. Por último, Ravasi indicou que é necessário também “voltar a refletir sobre o valor da palavra” e este é um dos âmbitos em que os crentes e os não crentes se encontram, porque, de um lado, a religião judaico-cristã, sobretudo a cristã, tem como fundamento a palavra e, por outro, no mundo dos leigos, a palavra continua sendo o “grande meio da comunicação cultural”.

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