Provável encontro do Papa com o Patriarca de Moscou

Mais Lidos

  • Provocações sobre teologia contextual. Artigo do Cardeal Víctor Manuel Fernández

    LER MAIS
  • Uma reflexão teológica sobre a Ascensão de Cristo. Artigo de Fabian Brand

    LER MAIS
  • Roteiro de Dark Horse: Bolsonaro ganha aura divina em filme estrelado por ator de A Paixão de Cristo

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 19 Setembro 2013

O patriarca da Igreja ortodoxa russa Kiril se encontrará com o papa Francisco, caso antes se resolvam algumas questões sobre as relações entre as duas igrejas, segundo declarou o chefe das relações eclesiásticas exteriores do Patriarcado de Moscou e arcebispo metropolitano de Volokolamsk, Hilarion (foto), durante a décima edição do Clube Internacional de Debates Valdai, que ocorre na região de Novgorod, na Rússia.

 
Fonte: http://goo.gl/DBtCpf  

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada no sítio Religión Digital, 17-09-2013. A tradução é do Cepat.

“Sem dúvida, podemos esperar esse encontro, mas no momento não podemos indicar sua data e lugar. O encontro deve ser preparado com detalhes, não apenas em relação ao protocolo, mas também à agenda”, afirmou durante sua intervenção no painel sobre ‘Diálogo Inter-religioso e Interétnico como Espelho da Espiritualidade da Sociedade’, segundo informa a agência de notícias russa RIA Novosti.

Segundo Hilarion, as questões que devem ser resolvidas antes do encontro “não são teológicas”, mas “assuntos relacionados à pacífica coexistência das igrejas católica e ortodoxa”. Citou como exemplo a Ucrânia Ocidental, onde a atividade dos sacerdotes católicos provoca certas perguntas aos ortodoxos.

Além disso, fez referência à mensagem assinada pelo Patriarca russo e o secretário geral da Conferência Episcopal da Polônia, em agosto de 2012, que incentivou o desenvolvimento da cooperação eclesiástica e que, segundo o metropolitano, poderia servir de base para preparar o encontro.

Por outro lado, Hilarion insistiu no fato de que a interação entre a Igreja ortodoxa e o Estado deve ser mais ativa e construtiva. “Considero que a Igreja ortodoxa russa exerce uma influência insuficiente sobre o Governo. Eu gostaria que aumentasse e que houvesse mais compreensão mútua em nosso diálogo com as autoridades, sobretudo, com alguns ministérios”, apontou.

Concretamente, mencionou as dificuldades em conseguir um diálogo construtivo com o Ministério da Educação a respeito do ensino da religião nos colégios e apontou que na Rússia “a Igreja está separada do Estado, não apenas no papel, mas também na realidade”.

“Não participamos na solução dos problemas do Estado, nem na luta política”, assegurou, com o objetivo de reivindicar o direito da Igreja a se pronunciar sobre os assuntos que preocupam os russos.