“O mundo não é dos violentos. Demos espaço às pessoas boas”, diz Parolin

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Por: André | 07 Setembro 2013

O novo Secretário de Estado vaticano disse que nunca lhe havia passado pela cabeça “que algum dia ocuparia esse cargo tão exigente. Nunca o havia sonhado, nunca o havia imaginado e, para dizer a verdade, nunca o havia buscado. Talvez, como disse São Paulo, o Senhor quer escolher os menos aptos, mas que sabe que poderão fazer algo bom. Foi uma nova surpresa do Senhor na minha vida”. São algumas das declarações feitas pelo novo Secretário de Estado vaticano durante uma entrevista concedida por telefone da Venezuela à revista católica La Voce dei Berici.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 06-09-2013. A tradução é de André Langer.

“Estes dias – contou Parolin na conversa – foram uma verdadeira maratona, como é normal nestas circunstâncias. Eu já tinha alguns compromissos, que devo honrar. Por essa razão, tive que correr. Inclusive queimei o rosto sob o sol escaldante”.

“Espero poder resolver algumas questões antes de retornar à Itália, mas aqui é realmente muito difícil. Nunca se termina nada. Apresentam-se sempre os mesmos problemas. Quisera, pelo menos, poder ajudar com meus trabalhos o encarregado de assuntos que me substituirá até que seja nomeado o próximo núncio”.

A realidade à qual Parolin se refere é a de uma Venezuela dividida após as eleições de 14 de abril passado, que levaram Nicolás Maduro à presidência. A oposição não deixa de criticar o governo e a situação de tensão piora, sobretudo, pela grave crise econômica que o país atravessa. Com uma experiência como a da Venezuela, mas também as do México e da Nigéria, Parolin chega bem moderado à Secretaria de Estado. “Eu faço o que posso – disse –, o que penso que se deva que fazer, mas o faço com todo o coração, coloco o meu amor nisso (e espero não ser presunçoso ao dizer isto), faço sempre o melhor para que as coisas sejam feitas da melhor forma possível”.

Há quem recorda que Parolin sempre foi um dos melhores alunos no tempo em que era estudante. “Terão falado com dom Giulio Perini, meu professor de literatura. Eu gostava muito do latim e do grego. Infelizmente, já não está entre nós dom Frigo, que era considerado o ‘terror dos alunos’. Se pudesse falar com ele, lhe diria que a matemática não bem a minha praia. Só que com todo o bem que ele me queria compensava inclusive as minhas deficiências”.

Na agenda de Parolin há um assunto inadiável e que ocupa a prioridade: o Oriente Médio. “É um âmbito ao qual se dará seguramente uma enorme prioridade, como já está fazendo o Papa neste momento. Estão em jogo o equilíbrio do mundo, a convivência pacífica presente e futura de diferentes regiões, dos grandes grupos étnicos. Ou vamos na direção de um mundo no qual saberemos integrar as nossas diferenças e aproveitá-las para crescer, ou iremos ao encontro de uma guerra total, para além dos problemas contingentes. Teremos que trabalhar muito. Mas não é verdade que o mundo pertence aos violentos; o mundo é formado em sua maioria por pessoas boas e é preciso dar a elas a voz. A Igreja deve dar espaço e protagonismo a estas pessoas, para que prevaleçam o diálogo, a paz, a concórdia, isto é, a civilização do amor”, concluiu.

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