As mulheres na tecnologia e no software livre

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Julho 2013

A americana e ativista Valerie Aurora, 35 anos, comunicou ao Fórum de Software Livre, que se realiza em Porto Alegre, que teria uma condição para participar como palestrante: o Fisl precisaria adotar uma política que previna o assédio. Valerie propõe a inserção de mulheres na tecnologia e no software livre.

A entrevista foi publicada no jornal Zero Hora, 05-07-2013.

Eis a entrevista.

Como você começou a defender mais mulheres na tecnologia?

Minha mãe era programadora. Quando entrei na universidade eu era a única mulher em 40 homens. Depois, quando comecei a trabalhar com software livre e vi que era a única mulher no mundo fazendo isso, passei a me interessar pela causa.

Por que as mulheres não se envolvem mais com tecnologia?

É um ciclo vicioso, porque há mais homens nessa área, eles cultivam uma cultura que é mais convidativa a homens. É um ciclo que precisa ser quebrado. Toda cultura do mundo, hoje, é sexista, e isso impacta a cultura de tecnologia e de software livre.

O que os homens podem fazer para deixar as colegas mais a vontade?

Uma coisa que pode ser feita é instituir a política antiassédio, que pode funcionar para qualquer evento. Estamos cansadas de ir a eventos e nos perguntarem se somos namoradas de alguém, ou nos convidarem para sair, ou até nos perguntam o que estamos fazendo naquele lugar sozinhas. É um sensação péssima.

A cultura de software livre é bastante competitiva. Como isso pode ser mudado?

Ter mais mulheres envolvidas com software livre é algo que vai torná-lo mais bem-sucedido. Um dos problemas que o software livre tem agora é essa cultura competitiva, que coloca a tecnologia acima de tudo e ignora a facilidade de usar. Se as pessoas valorizarem a colaboração, teremos softwares livres melhores.