“Inspiremo-nos na Pacem in Terris”, pedem bispos do Japão

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Por: André | 26 Junho 2013

A mensagem da Conferência Episcopal do Japão, publicada em vista da iniciativa Dez dias pela paz, segundo indicou a Rádio Vaticana, é dedicada ao 50º aniversário da Pacem in Terris, a encíclica escrita por João XXIII em 1963. O evento acontecerá entre os dias 06 e 15 de agosto e também se recordarão os bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 24-06-2013. A tradução é do Cepat.

“A encíclica Pacem in Terris – diz o comunicado assinado pelo presidente da Conferência, dom Peter Takeo Okada – oferece ensinamentos sobre os direitos e os deveres da pessoa humana, sobre a autoridade do Estado e sobre o bem comum, além de temas de interesse internacional como a verdade, a justiça, a solidariedade, a questão dos refugiados, o desarmamento e o desenvolvimento econômico”. E não apenas isso: “O subtítulo da encíclica – escrevem os bispos japoneses –, “Sobre a paz de todos os povos na base da Verdade, Justiça, Caridade e Liberdade”, expressa a ideia fundamental, que é a origem da paz e da defesa dos direitos e da dignidade humana, de que a própria paz só pode realizar-se quando o desenvolvimento do homem se dá em vista da construção de uma sociedade mais humana”.

Por este motivo, a Igreja de Tóquio indicou que a Comissão Episcopal que se ocupa das obras sociais está preparando uma nova tradução para o japonês da encíclica, para que possa ser utilizada neste Ano da Fé. Depois, os bispos falaram sobre o atual debate relacionado com a revisão da Constituição, em particular do artigo 9, que não apenas especifica a recusa à guerra como meio de solução para os conflitos, mas que proíbe a criação de um aparelho militar potencialmente agressivo.

“Este artigo – diz a mensagem – é um patrimônio mundial do qual o Japão se orgulha; reflete os ensinamentos de Cristo sobre o amor e é nossa responsabilidade defender este princípio”. Para concluir, em vista das eleições parlamentares de 21 de julho próximo, os bispos convidam “os cidadãos e os crentes” a refletir “sobre os caminhos para a paz” inclusive no âmbito político, “exercendo os próprios direitos e deveres de cidadãos, segundo a própria consciência”.