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Por: André | 20 Junho 2013

“Sabemos que para avançar no estilo da Igreja que o Papa Francisco quer, há a necessidade de mudanças e reformas, ao menos para que os procedimentos sejam mais humanos e evangélicos”, escreve Victor Manuel Fernández, em artigo publicado na revista argentina Vida Pastoral, n. 318, junho de 2013. A tradução é do Cepat.

Victor Manuel Fernández é presbítero da Diocese de Río Cuarto e presidente da Sociedade Argentina de Teologia. Doutor em Teologia, tendo também especialização em Bíblia. É diretor da revista Teología e professor de Teologia Moral e Sagradas Escrituras.

Eis o artigo.

Nos últimos dias escrevi várias coisas a insistentes pedidos de jornalistas, e me parecia que essas notas deviam ajudar o povo de Deus a avaliar com esperança a figura do novo Papa. Agora, pensando mais nos agentes de pastoral, gostaria de entrar em outras considerações. Não obstante, antecipo que não vou fazer isso de uma perspectiva crítica, mas do coração e ao mesmo tempo a partir de convicções bem pessoais.

Novidades que Bergoglio pode trazer como Papa

Prefiro chamá-lo “Bergoglio” como ele sempre se apresentava, mas o faço para destacar coisas que tem a ver com características que ele sempre teve. Porque, sem dúvida, nesta nova missão Deus recolherá providencialmente essa história pessoal.

Profundo sentido popular

A palavra “povo” é uma das que Bergoglio usa com brilho nos olhos. Avalia o povo como sujeito coletivo, que deveria estar no centro das preocupações da Igreja e de qualquer poder. Não é pouca coisa dizer isto, quando em alguns setores da sociedade e da Igreja o povo é considerado apenas como uma massa cheia de defeitos que devem ser sanados pela ação educativa dos “sábios e prudentes”. Não podemos ignorar que, como bispo, sempre insistia em que os padres não apenas fossem misericordiosos, mas também soubessem adaptar-se às pessoas, que não mantivessem nem uma moral nem práticas eclesiais rígidas, que não complicassem a vida das pessoas com normas baixadas autoritariamente de cima para baixo. “Nós existimos para dar ao povo o que o povo necessita”, é uma convicção que expressou insistentemente. Estou convencido de que isto não é um populismo oportunista (embora possam chamá-lo como queiram), mas a certeza de que o Espírito Santo age no povo, e o faz com esquemas e categorias muitas vezes intragáveis para os setores ilustrados ou acomodados, que em sua incompreensão costumam demonstrar o mesmo autoritarismo irracional que eles criticam.

Constante e sentida valorização da piedade popular

A maior parte do povo argentino manifesta sua fé no modo próprio da “religiosidade popular”, que nem sempre coincide com as propostas da hierarquia eclesiástica, e que com um dinamismo original cria suas formas próprias de expressão. Bergoglio fez sua esta valorização positiva da fé popular, entendida como resultado da livre e misteriosa ação do Espírito. Quando estávamos em Aparecida, uma noite me disse que o que mais lhe interessava era que o documento conclusivo plasmasse de um modo mais contundente essa valorização. Pediu-me um texto breve, mas bem orientado nessa linha. Depois me indicou alguns ajustes e me orientou com sugestões para completá-lo e enriquecê-lo. Em Buenos Aires, mostrou de muitas maneiras esta convicção, enfatizando que os agentes pastorais estão a serviço dessa vida que corre pelas entranhas do povo, que ninguém é dono desse dinamismo e que mais do que fazer críticas e limites é preciso acompanhá-lo e oferecer-lhe caminhos.

Opção pelos pobres

Sua preferência pelos pobres não é de hoje. Como arcebispo, orientou-a dando um especial apoio aos sacerdotes que vivem nas favelas e bairros pobres. Mas é uma opção que se entende no marco dos dois pontos anteriores. O pobre não é só objeto de um discurso, nem sequer de uma mera assistência, e tampouco exclusivamente de uma “promoção” que o liberte de seus males. A opção pelos pobres é tudo isso, mas mais do que isso. Porque é cuidar, tratá-los como pessoas que pensam, têm seus próprios projetos, e inclusive o direito de expressar a fé ao seu modo. São sujeitos, ativos e criativos a partir da sua própria cultura, não apenas objetos de um discurso, um pensamento ou uma ação pastoral. De qualquer modo, ninguém pode dizer que ele não tenha feito uma crítica às causas estruturais da pobreza. O fez de diferentes maneiras e em muitas ocasiões.

Pobreza e austeridade pessoal

Sua pobreza pessoal não é oportunista nem midiática. Todos sabem que sempre foi assim. Austero até o sacrifício. Porque é preciso reconhecer que quando se tem responsabilidades importantes, trata-se de usar os meios que lhe permitam otimizar o aproveitamento do tempo. Mas Bergoglio é coerente com sua sentida opção por uma vida pobre. Nunca se sentiu digno de ser servido, e são conhecidos os seus gestos de serviço simples, evitando mostrar-se como superior.

Simplicidade evangélica

O gosto pela simplicidade é outra contribuição que pode desconcertar práticas e costumes do Vaticano. Simples não apenas nas roupas e na linguagem (longe de discursos abstratos), mas nos costumes, razão pela qual parece difícil que possa suportar por muito tempo os modismos palacianos, alguns ritos e formalidades que ele detesta, porque não refletem a simplicidade do Evangelho de Jesus.

Hierarquia de verdades e virtudes

Se bem que Bergoglio não seja estritamente um progressista e sente um sério respeito pelos ensinamentos tradicionais da Igreja e dos Papas anteriores, tem claro que há algumas coisas mais centrais e medulares (o amor, a justiça, a fraternidade...) e outras que não deixam de ser secundárias. Sem tirar importância a nada, entende que na pregação é preciso manter uma saudável proporção, onde a insistência em coisas importantes não deveria ofuscar o brilho das mais importantes, daquelas que mais diretamente refletem o Jesus do Evangelho.

Empenho ecumênico e amizade com o Judaísmo

Como arcebispo de Buenos Aires, dedicou muito, muitíssimo tempo para conversar com não católicos. Uma vez mais, quero destacar que não se trata de uma estratégia diplomática. Não é frequente que alguém que esteja cheio de compromissos dedique aos “diferentes” tanto tempo de qualidade a encontros tão gratuitos. No ano passado, passou vários dias reunido com um grupo de pastores, compartilhando com eles um retiro. Também se misturou com pessoas no encontro de grupos pentecostais (CRECES) do Luna Park. Lembro, além disso, para mencionar algo bem conhecido de todos, suas prolongadas conversas com o rabino Abraham Skorka e o gosto com que lhe conferiu o doutorado honoris causa na UCA [Universidade Católica Argentina], apesar das críticas que recebeu por esta atitude. Se este não é um rosto aberto e dialogante da Igreja...

Questões eclesiais obscuras

Nos últimos anos parece ter se desenvolvido um estilo de Igreja que não é o que Bergoglio promoveria, porque ele é um homem do Concílio Vaticano II. Devemos dizer com toda a clareza que sempre defendeu uma Igreja missionária e servidora, não centrada em si mesma, mas a serviço das pessoas. Bergoglio abraça as idosas, beija os pobres, visita qualquer um, atende ou liga para as pessoas mais simples, perde tempo com as pessoas que não têm poder algum, mostra uma Igreja despojada e a caminho. Cansou-se de pedir aos sacerdotes que estivessem disponíveis para o povo, que se mantivessem abertos à escuta e ao diálogo, que não fossem juízes implacáveis, que fossem às periferias e que se ocupassem dos “descartáveis” da sociedade.

Nem sempre foi essa a opção de alguns homens da Igreja. Mais, pensando que Bergoglio já estivesse prestes a pedir renúncia, e imaginando-o recluso no asilo sacerdotal, abundavam as intrigas para consolidar, com sua saída de cena, um poder que foram acariciando nos últimos anos. Eu mesmo estive em reuniões em que alguns bispos argentinos, e algum representante importante da Santa Sé (excluo o atual Núncio), se compraziam despudorosamente criticando Bergoglio. Questionavam-no pelo fato de não ser mais exigente com os fiéis, de não enfatizar melhor a identidade sacerdotal, de não pregar muito sobre questões de moral sexual, etc. Há poucos dias, antes da eleição do Papa Francisco, estive num ato onde alguns deles – sem imaginar o que aconteceria – transpiravam ares de iminente vitória. Havia ali outro ideal de Igreja, poderosa, triunfante, juíza do mundo.

A concentração do poder em alguns setores da Igreja e a impossibilidade de resolver todos os problemas com semelhante centralização romana deram lugar a uma prepotência que muitos bispos argentinos contam ter sofrido na própria carne em algumas visitas à Santa Sé (excluem o trato amável e respeitoso do então cardeal Ratzinger).

Uma triste experiência pessoal

Quando, depois de algum tempo de “prova” que combinamos, o cardeal Bergoglio enviou o pedido a Roma para que eu jurasse formalmente como reitor da Universidade Católica e descobrimos que da Argentina haviam sido enviados alguns artigos meus, porque os consideravam pouco ortodoxos. Para mostrar a grosseria do assunto, destaco que um destes escritos era uma brevíssima nota jornalística que eu havia publicado muitos anos atrás, a pedido do meu bispo, em um jornal de Río Cuarto. Nessa nota completamente ortodoxa, eu dizia em poucas palavras que a Igreja não condena os indivíduos, mas se opõe ao casamento homossexual porque quer defender uma determinada concepção de casamento. Embora essa nota pudesse ter sido escrita por São Josemaría [Escrivá], me objetavam que ali eu não oferecia todos os argumentos filosóficos requeridos por um tratamento completo contra o casamento homossexual. Quem, então, poderia atrever-se a escrever uma nota jornalística, um artigo de divulgação ou tentar algum diálogo com a cultura?

Por outro lado, chama a atenção que esses escritos não tenham sido questionados anteriormente, nem para a minha nomeação para professor ordinário, nem como convidado a Aparecida, nem como decano da Faculdade de Teologia, três instâncias que requeriam uma aprovação da Santa Sé. Que estranhos interesses havia na Universidade Católica que estavam por trás do aparecimento daqueles textos nesse momento (um deles de 20 anos atrás)?

Já antes desta experiência, sempre me perguntava: é possível que alguém seja questionado de maneira anônima e que não tenha possibilidade alguma de falar para se defender? Para cúmulo dos males, parecia impossível opinar diferente também em assuntos de livre discussão teológica, porque todos os temas adquiriam o peso dos dogmas de fé, dentro de um corpo doutrinal onde cada detalhe parecia absolutamente intocável.

Naquela ocasião eu tinha previsto uma viagem a Roma. Tinha o temor de que não me recebessem, mas o Cardeal mandou uma carta a uma Congregação vaticana pedindo para que me ouvissem. Recebi um e-mail que me confirmava uma data e hora em que seria recebido. Viajei com uma cópia da carta de Bergoglio na mão. Mas, já estando lá, um dia antes me avisaram que não mais me receberiam. Telefonei para o Cardeal, que lamentou profundamente o episódio (melhor não reproduzir as palavras que disse), e me pediu paternalmente que tivesse paciência e não me deixasse vencer. Disse-me que se eu baixasse os braços estaria confirmando que essas metodologias antievangélicas podiam conseguir seu objetivo. Como objetivamente estas acusações não podiam ser sustentadas, Bergoglio suportava aplicando um dos princípios de Juan Manuel de Rosas que ele sempre cita: “o tempo prevalece sobre o espaço”.

No ano passado, pedi novamente uma audiência nessa mesma Congregação, que ma concedeu. Quando cheguei ali me disseram que a minha visita não estava agendada. Insisti e finalmente me atenderam por apenas alguns minutos. Em novembro passado, me antecipei para pedir uma audiência para abril deste ano. Não me responderam. Insisti em dezembro para poder me organizar. De novo não tive resposta. No dia 04 de fevereiro, pedi ao Núncio que reiterasse o meu pedido, mas tampouco ele teve resposta. Na semana passada, depois da eleição de Francisco, o Núncio voltou a insistir, e imediatamente obteve a audiência solicitada na qual espero falar com absoluta sinceridade. Devo dizer que essa Congregação costuma receber qualquer sacerdote, e inclusive alguns que vão sem terem marcado audiência.

Qualquer um que me conhece sabe que não sou santo nem mártir. Mas me parece que até a pior escória humana merece um pouco mais de respeito. Não julgo as intenções que possa haver por trás destes maus-tratos, mas sem dúvida indicam um estilo que não é o do Bergoglio, que costumava retornar um telefonema ou escrever uma carinhosa saudação mesmo à idosa mais simples que fizesse chegar até ele alguma inquietude.

Sabemos que para avançar no estilo da Igreja que o Papa Francisco quer, há a necessidade de mudanças e reformas, ao menos para que os procedimentos sejam mais humanos e evangélicos. Além disso, considero que ele pode fazê-lo, embora em parte, de um modo eficiente. Acostumado com o poder e conhecendo sua astúcia, creio que não será fácil enganá-lo. De um ponto de vista bem teológico, sabemos que o fato de que se tenha apresentado desde o primeiro momento, e insistentemente, como bispo de Roma, já está indicando um modo de entender o exercício do papado. É papa enquanto é bispo de uma porção do mundo, o que indica um exercício do poder marcadamente descentralizado, que respeita procedimentos, opções, histórias e culturas locais.

Expressões características de Bergoglio

Para terminar, compartilho com vocês uma breve análise publicada pelo Clarín (17-03-2013) sobre algumas expressões que Bergoglio usou com frequência:

“Autorreferencial”. Indica uma Igreja que olha para o seu umbigo, metida em intrigas internas ou necessidades mundanas, em vez de se abrir, de se entregar com alegria e servir humildemente.

“Rezem por mim”. Disse isso sempre. Mostra a consciência de seus limites, de que necessita da ajuda permanente de Deus e da oração dos outros. Por isso, mal eleito, inclinou-se diante do povo pedindo sua oração.

“Descartáveis”. Expressa com crueza como a sociedade deixa fora os que sobram, já que não entram na lógica da produção e do consumo. Se não têm beleza, dinheiro, poder ou juventude, são jogados como lixo na cesta do esquecimento.

“Humilha-te”. É o que diz a uma pessoa que está agindo muito bem. Porque está convencido, por sua formação jesuíta, de que a humildade é indispensável para que não se arruínem as melhores obras: “Humilha-te, para que o Senhor possa continuar fazendo grandes coisas”. Quando lhe ofereceram o papado, respondeu: “Sou um pecador, mas aceito”.

“Audácia”. Usa-a para encorajar os que se apequenam ou se deixam vencer pelos temores. Para ele, nunca tudo está perdido. Não recua, por mais que tentem derrubá-lo com calúnias e ataques. Está seguro de que ao final o bem e a verdade sempre triunfam. Eu mesmo passei por situações nas quais teria preferido desaparecer, mas ele me apoiou com firmeza dizendo: “Coragem. Levanta a cabeça e não deixes que te tirem a dignidade”.

“Periferias existenciais”. Convidou os agentes de pastoral para que não fiquem fechados e para que fossem às periferias, ali onde ninguém vai: “Saiam das covas, saias das sacristias... Prefiro que sejam atropelados por um carro, em vez de ficarem reclusos em seus afazeres burocráticos”. Exorta a sair da comodidade pessoal ou do círculo de pessoas agradáveis, para estar perto de todos. Assim o fazia Jesus, que dedicava tempo ao cego do caminho, ao leproso, à mulher pecadora.

“Fervor apostólico”. Diz isso para motivar uma entrega generosa do coração. Porque entende que ninguém muda o mundo fazendo coisas por obrigação. Aqueles que deixaram marcas na terra sempre tiveram um fogo de fervor interior que os mobilizou. Por isso, critica a “mundanidade espiritual” dos que se aferram a práticas externas ou à aparência religiosa, mas que são vazios da força interior do Espírito.

“Cultura do encontro”. Procura fomentar tudo o que aproxima, une, soma, conecta as pessoas e os grupos. É um apaixonado pelo bem comum e pela amizade social.

“Cuidar da fragilidade do povo”. Pede-o a qualquer um que tenha alguma autoridade. Ninguém tem força ou poder para obter benefícios ou glórias mundanas, mas para cuidar das pessoas, para apoiar e promover os mais fracos. “Cuidar”, em geral, é uma palavra que o define, e que ele encontra plasmada na figura de São José.

“Deixa-te misericordiar”. É um dos seus neologismos mais felizes. Convida as pessoas que se enchem de culpas e escrúpulos a se deixar perdoar e envolver pela ternura de Deus Pai. Como disse o jesuíta Ángel Rossi: “Os mais fracos encontraram nele sempre um pai, quase diria superando o limite do que pode ser possível, com uma magnanimidade com a fragilidade humana que vai marcar o pontificado”.

Os pobres são os que melhor compreendem a eleição de Francisco

Por favor, aqueles que querem estar com as pessoas não podem deixar de reconhecer os valores que este Papa Francisco encarna. Hoje estes valores não são tão frequentes. Podemos parar para encontrar um cabelo no leite, e vamos encontrá-lo. Mas, neste mundo não existe a pureza absoluta, e creio que estamos diante de uma imensa oportunidade para colocar novamente no centro Jesus Cristo e o povo que Deus ama.

As últimas declarações de Jalics, ao lado da opinião de pessoas da esquerda bem informadas, como Pérez Esquivel, Oliveira, Fernández Meijide, Navarro e outros, mostram que Bergoglio não delatou ninguém, não foi cúmplice da ditadura, não deixou de ajudar a esconder-se ou a fugir aqueles que a ele recorreram, e intercedeu por alguns na medida em que podia, porque sequer bispo era. Há 30 anos, Pablo Tissera, um jesuíta progressista, me dizia que na ditadura Bergoglio havia agido segundo uma convicção que sempre teve: “os sacerdotes devem ficar sempre longe dos que têm poder no país, para não ficarem colados”.

Para Rossi, “os pobres são os que melhor entenderão a eleição de Francisco”. Quantas pessoas simples que a gente encontra nas ruas enchem a gente de alegria. Quando se transmitiu a cerimônia de início do pontificado diante da catedral, a Praça de Maio estava transbordante de cristianismo popular. Ali festejavam muitos favelados com bandeiras, danças, imagens da Virgem de Luján em andores... Percamo-nos no coração do povo com confiança no Espírito e compartilhemos dessa alegria.

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