Bento XVI está com sua saúde debilitada, afirmam visitantes

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12 Junho 2013

Apenas alguns meses depois de se tornar o primeiro papa em quase 600 anos a renunciar, surgem relatos de que o Papa Emérito Bento XVI está com a saúde debilitada, com estatura e energia em declínio.

A reportagem é de Eric Lyman, publicada no sítio Religion News Service, 10-06-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Depois de um breve hiato na residência papal de verão em Castel Gandolfo, Bento XVI voltou a viver em um mosteiro reformado às margens dos jardins vaticanos no mês passado. Alguns de seus visitantes já comentam sobre a deterioração física do ex-papa.

"Bento XVI está muito mal", disse Paloma Gómez Borrero, antiga correspondente vaticana da rede de televisão Telecinco da Espanha, que visitou o ex-papa no fim de maio. "Nós não vamos tê-lo conosco por mais muito tempo".

O cardeal Joachim Meisner, arcebispo de Colônia, na Alemanha, e amigo pessoal de Bento XVI, visitou o ex-papa em abril.

"Eu fiquei chocado com o quão magro ele ficou", disse Meisner à época. "Mentalmente, ele está bastante bem, continua sendo o que era. Mas ele reduziu à metade do seu tamanho".

Autoridades vaticanos admitiram que Bento XVI enfraqueceu desde que renunciou, mas negam que a sua condição física tornou-se crítica.

Embora a deterioração física do Papa João Paulo II de 2003 a 2005 tenha sido bem documentada, o fato de que nenhum papa tenha renunciado ao cargo desde Gregório XII, em 1415, significa que não existe nenhum protocolo para lidar ou relatar sobre o estado físico de um ex-pontífice, especialmente um ex-pontífice que prometeu ficar distante dos olhos públicos.

"Não houve muitos papas que renunciaram, mas nos casos anteriores os papas não viveram muito tempo depois de abdicar", disse Alistair Sear, padre e historiador da Igreja. "Gregório XII nem sequer viveu o suficiente para ver o seu sucessor ser nomeado".

Mas a falta de visibilidade não significa que Bento XVI esteja fora dos pensamentos dos fiéis.

"Ele está nas nossas orações todos os dias", disse Maria Paola Santo Stefano, membro de uma comunidade das Irmãs da Misericórdia com sede em Roma. "O Papa João Paulo II sofreu em público, e Bento XVI optou por sofrer em privado. Mas isso não torna a sua missão menos importante e menos corajosa".