Vítimas de abusos pedem a renúncia do cardeal Pell

Mais Lidos

  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS
  • Veja o que pode mudar após Câmara aprovar fim da escala 6x1

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Jonas | 30 Mai 2013

As vítimas de abusos sexuais, por parte do clero católico na Austrália, nesta terça-feira, pediram a renúncia do cardeal George Pell, arcebispo de Sydney. Pell compareceu, na segunda-feira, numa investigação do estado de Victoria, para falar sobre os abusos sexuais contra menores e negou ter acobertado casos de pedofilia, embora tenha admitido ocultamentos realizados por um predecessor. “Realmente, sinto”, afirmou.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 28-05-2013. A tradução é do Cepat.

O prelado explicou que ele nunca ocultou nenhuma acusação e que se encarregou de que fossem colocados em curso os procedimentos para enfrentar os casos de abusos sexuais. “Estou plenamente comprometido em melhorar a situação. Sei que o Santo Padre também está”, disse Pell, um dos oito cardeais selecionados pelo papa Francisco para ajudar a reformar a Cúria.

Entretanto, muitos entre o público que compareceu à audiência permaneceram indiferentes diante da declaração de Pell, ex-arcebispo de Melbourne, a capital do estado de Victoria. “A pouca atenção que demonstrou às vítimas, mostra que continuam sem entender”, disse Stephen Woods, que sofreu abusos de um sacerdote pedófilo. “Tem que renunciar. Seu tempo acabou”, acrescentou.

Na segunda-feira, Pell havia afirmado que o medo do escândalo levou a Igreja católica da Austrália a encobrir as acusações de pedofilia, desde os anos 1930. “A primeira motivação foi proteger a reputação da Igreja”, declarou Pell.

O governo do estado de Victoria (sul) abriu uma investigação a respeito dos abusos sexuais contra crianças, cometidos em instituições religiosas ou privadas. Em 2012, a Igreja reconheceu que ao menos 620 crianças, apenas neste Estado, foram vítimas de abusos por parte de sacerdotes, a partir dos anos 1930.

Na semana passada, o arcebispo de Melbourne, Denis Hart, admitiu que a Igreja demorou muito para reagir diante das acusações de abusos sexuais. O estado de Nova Gales do Sul, cuja hierarquia católica também é acusada de acobertamento, abriu sua própria investigação.

Em nível nacional, uma investigação foi iniciada, em abril, com a audição de 5.000 presumíveis vítimas de agressões em hospícios, escolas, igrejas, associações esportivas ou centros de detenção para menores.