Coreia do Sul. Os bipos pedem a beatificação dos mártires do Norte

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Por: Jonas | 01 Mai 2013

Mártires da fé na “Igreja do silêncio” coreana. João Paulo II canonizou 103 santos coreanos durante a cerimônia do dia 6 de maio de 1984, na Praça Yoido de Seul. Agora, os bispos da Coreia do Sul pedem para que a Congregação para as Causas dos Santos comece o processo de beatificação do bispo de Pyongyang, dom Francisco Borgia Hong Yong-ho (foto), e de seus 80 companheiros “mártires da perseguição stalinista, que o regime de Kim II-sung realizou logo após a divisão da península coreana, em 1948.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 28-04-2013. A tradução é do Cepat.

 
Fonte: http://goo.gl/2ZwnT  

Durante mais de um século, nas perseguições anticristãs vividas pela Coreia morreram cerca de 10 mil mártires. Deles, 79 foram beatificados em 1925, outros 34 em 1968. Por desejo da Igreja, todos eles foram canonizados às margens do Rio Han, a partir do qual podem ser vistos seus santuários. “O pedido de abertura do processo de beatificação é um passo importante para o reconhecimento dos sofrimentos da comunidade católica do Norte, exterminada pelo ódio ideológico do governo dos Kim”, assinalou a agência AsiaNews.

“Dom Hong – que nasceu no dia 12 de outubro de 1906 e foi ordenado sacerdote no dia 25 de maio de 1963 – foi nomeado vigário apostólico de Pyongyang e bispo titular de Auzia, no dia 24 de março de 1944, pelo Papa Pio XII. No dia 29 de junho, desse ano, foi consagrado pelos bispos Bonifatius Sauer, Irenaeus Hayasaka e pelo arcebispo Paul Marie Kinam-ro. No dia 10 de março de 1962, o papa João XXIII decidiu elevar à diocese o vicariato de Pyongyang, inclusive como um gesto de protesto contra a política do regime norte-coreano, e nomeou como primeiro bispo justamente dom Hong, que desta maneira se converteu num símbolo da perseguição contra os católicos na Coreia do Norte e, em geral, nos regimes comunistas”. Embora, atualmente, contaria com mais de 106 anos de idade, no Vaticano há alguns que dizem que “não se pode excluir a possibilidade de que ainda se encontre entre os prisioneiros em algum campo de reeducação”. Por isso, no Anuário Pontifício ainda aparece como bispo diocesano, mesmo que esteja “desaparecido”. Desde a década dos anos 1980, de acordo com a AsiaNews, os funcionários da Coreia do Norte que foram interrogados a respeito disseram que era um desconhecido”.

A situação da Igreja Católica na Coreia do Norte “é dramática. Desde que acabou a guerra civil (em 1953), as três circunscrições eclesiásticas e toda a comunidade católica foram dizimadas brutalmente pelo regime stalinista, que não deixou nenhum sacerdote local com vida e que expulsou os estrangeiros. Estima-se que foram mais de 300 mil cristãos “desaparecidos” durante os primeiros anos da perseguição de Kim II-sung, o então ditador do país”. No entanto, a Santa Sé manteve o clero vivo com a designação das “sedi vacante et ad nutum Sanctae Sedis” para alguns ordinários sul-coreanos. No momento, além de dom Andrea Yom (arcebispo de Seul, que administra a diocese de Pyongyang), estão trabalhando Luca Kim Woon-hoe, bispo de Chuncheon e administrador de Hambhung, e o padre Simon Peter Ri Hyeong-u, abade do mosteiro beneditino de Waegwan e administrador de Tokwon. Até o presente, não existem estruturas eclesiásticas, nem sacerdotes que vivam na Coreia do Norte. Após a inauguração da primeira Igreja ortodoxa, na capital norte-coreana (em 2007), a comunidade católica continua sendo a única que não tem nenhum ministro.

Alguns sacerdotes do Sul, que operam no âmbito de atividades de caridade com o Norte, puderam celebrar missa em Pyongyang, mas apenas dentro das embaixadas ocidentais.

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