''Os sapatos pretos de sempre, nada de vermelho'', diz Bergoglio ao seu sapateiro

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Por: André | 15 Abril 2013

“Os sapatos pretos de sempre, nada de vermelho”: fiel ao seu estilo austero e leal com seus amigos, o Papa Francisco telefonou a Carlos Samaria, seu “sapateiro de cabeceira” há 40 anos, para pedir-lhe que não mude o modelo dos sapatos que usará a partir, seguramente, do mês de maio.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 14-04-2013. A tradução é do Cepat.

“Um corte simples, de couro preto e liso. Quando se pega um sapato do Papa parece uma galocha, sem adorno, mas com cordões”, contou o sapateiro de 81 anos ao jornal argentino Clarín. Samaria conhece Bergoglio desde que este era reitor do Colégio Máximo dos Jesuítas em San Miguel, e desde então fabrica e concerta os calçados de seu humilde amigo, o Pontífice.

“Ele não quer sapatos novos, só que conserte os velhos, mas agora lhe preparo um par simples, mas novo, para quando me avise que o possa visitar, em maio”. Com emoção, o sapateiro do papa recordou as solas gastas de Francisco, quando as mostrou ao ser consagrado bispo e depois cardeal. Na cerimônia, os consagrados devem deitar-se no chão, em sinal de humildade.

Por isso os sapatos do pescador são humildes e cômodos. Assim os prefere Francisco, quase como as sandálias do pescador da Galileia. “Ele é humilde como um passarinho”, disse do Papa no refeitório de sua casa da rua Montevideo. Ali se reuniam para comer peixes quando ainda era cardeal. Há duas semanas, o Pontífice o acordou com um telefonema às 7h30 com o já clássico: “Olá, Samaria, fala Bergoglio”. O sapateiro ainda estava meio dormindo e não entendeu bem: “Quem?”. “Francisco, o Papa, Samaria”. Então Samaria lhe perguntou de que cor queria os sapatos e o Papa lhe respondeu que preferia “os pretos de sempre, nada de vermelho”.

E em tom de brincadeira, Samaria lhe disse: “Não quer que lhe faça umas luvas de amianto? Porque quanto maior a maçaneta, mais queima”. O Papa riu com satisfação e lhe disse: “É uma brincadeira muito boa, tem razão Samaria”. E lhe agradeceu com seus modos humildes e simples.

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