Anúncio da renúncia do Papa Bento XVI surpreende líderes religiosos mundiais

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13 Fevereiro 2013

O anúncio do Papa Bento XVI de que planeja renunciar no dia 28 fevereiro surpreendeu e chocou os líderes religiosos de todo o mundo.

A reportagem é de Dennis Sadowski, publicada no sítio Catholic News Service, 11-02-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cardeal Keith O'Brien, de St. Andrews e Edimburgo, na Escócia, disse que ficou "chocado e entristecido" ao saber da decisão do papa na segunda-feira.

"Eu sei que a sua decisão foi levada em consideração muito cuidadosamente e que veio depois de muita oração e reflexão", disse O'Brien.

Ele ofereceu as orações da Igreja escocesa pelo Papa Bento XVI "neste momento de deterioração de sua saúde enquanto ele reconhece a sua incapacidade para cumprir adequadamente o ministério que lhe foi confiado".

O arcebispo Vincent Nichols, de Westminster, Inglaterra, presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, disse que o anúncio do papa "chocou e surpreendeu a todos".

"Mas, refletindo, eu tenho a certeza de que muitos irão reconhecê-la como uma decisão de grande coragem e clareza características de mente e de ação", disse Nichols.

"O Santo Padre reconhece os desafios enfrentados pela Igreja e que 'a força da mente e do corpo são necessárias' para as suas tarefas de governar a Igreja e anunciar o Evangelho".

"Eu saúdo a sua coragem e a sua decisão", acrescentou.

O arcebispo anglicano Justin Welby, de Canterbury, disse que soube da renúncia do Papa Bento XVI com um "coração pesado, mas com completa compreensão". Ele agradeceu pela vida sacerdotal do papa, "totalmente dedicado em palavra e em ação, na oração e no caro serviço a seguir a Cristo".

"Ele colocou diante de nós algo do significado do ministério petrino para construir o povo de Deus até a plena maturidade", disse Welby.

O arcebispo anglicano creditou o papa pelo seu "testemunho do alcance universal do Evangelho e como um mensageiro de esperança em um momento em que a fé cristã está sendo posta em questão". Ele citou o ensino e a escrita do Papa Bento XVI por trazerem uma "mente teológica notável e criativa para suportar as questões de hoje".

"Nós, que pertencemos a outras famílias cristãs, reconhecemos alegremente a importância desse testemunho e unimo-nos aos nossos irmãos e irmãs católicos romanos para agradecer a Deus pela inspiração e pelo desafio do ministério do Papa Bento XVI", acrescentou Welby.

Na Turquia, Dom Louis Pelâtre, vigário apostólico de Istambul, manifestou surpresa com a decisão do Papa Bento XVI, dizendo que "ninguém esperava isso, mesmo aqueles muito próximos a ele. Mas nós rezamos e seguimos em frente".

"Foi a sua decisão pessoal. Ninguém pode influenciá-lo. Nós não estamos mais em um mundo onde se possa ficar na mesma posição se já não nos sentimos mais capazes de cumprir os nossos deveres. Ele estava muito cansado. Sabemos disso e vimos isso", disse Pelâtre.