Igreja acha 'moralmente inaceitável' mudar Constituição da Venezuela

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 08 Janeiro 2013

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) tachou nesta segunda-feira (7) de "moralmente inaceitável" alterar a Constituição para "atingir um objetivo político", referindo-se à polêmica em torno da posse do presidente Hugo Chávez prevista para quinta.

A reportagem é do portal G1, 07-01-2013.

"Está em jogo o bem comum do país e a defesa da ética. Alterar a Constituição para atingir um objetivo político é moralmente inaceitável", disse o bispo Diego Padrón (foto), presidente da CEV.

Em seu discurso inaugural da reunião anual da CEV, Padrón disse que prescindir da Constituição "é prescindir também da instituição, e se cai na disputa por fatias de poder, na violência e na anarquia e ingovernabilidade". No entanto, o presidente da CEV disse que "não é o propósito desta assembleia intervir publicamente na interpretação da Constituição".

O governo indicou que Chávez, hospitalizado em Cuba há mais de três semanas, tomará posse para seu terceiro mandato de seis anos quando estiver em condições, ante o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). A Carta Magna estabelece que o presidente deve tomar posse no dia 10 de janeiro na Assembleia Nacional e que diante de uma situação excepcional pode fazê-lo ante o TSJ, sem estabelecer uma data.

Em seu discurso, transmitido pela imprensa, Padrón ressaltou também que "a população está confusa e boa parte dela, insatisfeita", porque "até hoje não recebeu oficialmente nenhum boletim médico venezuelano" sobre o estado de saúde de Chávez. Segundo o último boletim divulgado na quinta-feira pelo governo, o presidente, de 58 anos, sofre de uma "insuficiência respiratória" depois de uma "severa infecção pulmonar", depois de ter sido submetido a uma quarta cirurgia contra um câncer no dia 11 de dezembro.