Governo anuncia nova expansão de programa social

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

01 Dezembro 2012

Uma nova expansão de um programa federal de transferência de renda anunciada ontem permitirá ao governo atingir a meta de retirar, até o fim do ano, 16,4 milhões de pessoas da miséria, ou quase 87% dos beneficiários do Bolsa Família que estavam em situação de extrema pobreza no início de 2012.

A redução expressiva do total de brasileiros com renda mensal individual abaixo de R$ 70 -a linha oficial da pobreza- se deve à criação, em maio deste ano, do programa Brasil Carinhoso.

A notícia é de Flávia Foreque e publicada no jornal Folha de S. Paulo, 30-11-2012.

Braço do Bolsa Família, o programa garante um complemento variável de renda para que os ganhos dos membros das famílias ultrapassem a linha da miséria.

No lançamento, o Brasil Carinhoso se aplicava às famílias com crianças entre 0 e 6 anos e beneficiou 9,1 milhões de pessoas. A partir de 10 de dezembro, serão beneficiadas as famílias com filhos de até 15 anos. Com isso, outros 7,3 milhões receberão o complemento.

Segundo o cadastro do Ministério do Desenvolvimento Social, permanecerão na pobreza extrema 2,5 milhões de brasileiros. Sem as transferências de renda, esse número seria de 36 milhões.

A nova regra terá um custo adicional de R$ 1,74 bilhão por ano, fazendo com que o Brasil Carinhoso alcance R$ 3,9 bilhões. O Bolsa Família deve custar R$ 23,2 bilhões em 2013.

Todos esses cálculos de redução de extrema pobreza tem como base apenas parâmetros apenas monetários.

Erradicar a miséria é a principal promessa da presidente Dilma Rousseff. Para tentar cumpri-la, antes do lançamento do Brasil Carinhoso, ela criou o Brasil Sem Miséria, um plano multidimensional que une transferência de renda, melhora dos serviços públicos e capacitação produtiva dos cidadãos.

Quando anunciado, no ano passado, esse outro plano usou dados do Censo 2010 para definir seu universo de atuação: 16,2 milhões de pessoas em extrema pobreza. O dado do cadastro do ministério, no entanto, é mais atual.