Dalai Lama, o cristianismo, a conversão e algumas polêmicas

Mais Lidos

  • Jesuíta da comunidade da Terra Santa testemunha o significado da celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo em uma região que se tornou símbolo contemporâneo da barbárie e do esquecimento humano

    “Toda guerra militar é uma guerra contra Deus”. Entrevista especial com David Neuhaus

    LER MAIS
  • Sábado Santo: um frio sepulcro nos interpela. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • A ressurreição no meio da uma Sexta-feira Santa prolongada. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 30 Novembro 2012

Durante uma conferência sobre ciência e religião, na Christ University de Bangalore, Dalai Lama (foto) afirmou: “Uma religião deve se limitar a fazer intervenções orientadas para o serviço, como dar uma instrução e oferecer sistemas de assistência à saúde e não induzir à conversão”.

A reportagem é de Luca Rolandi, publicada no sítio Vatican Insider, 28-11-2012. A tradução é do Cepat.

Numa reportagem, a AsiaNews destacou que as declarações do líder religioso, sobre o cristianismo e as conversões, parecem “contraditórias” e podem ser mal interpretadas, podendo ser comparadas com a ideologia “hindutva” (o nacionalismo hinduísta). Esta é a opinião de Sajan George, presidente do Global Council of Indian Christians (Gcic).

O líder tibetano enfatizou a enorme contribuição “que os cristãos oferecem à educação”, mas também apontou que as instituições religiosas deveriam se concentrar em salvar a sociedade, pelo que não se deveria fazer “proselitismo usando dinheiro”, já que “não apenas é prejudicial, mas também vai contra os preceitos cristãos”, embora “a conversão, em si mesma, não deve ser criticada quando acontece com absoluta consciência”.

Ao mesmo tempo, acrescentou, “responder às conversões com ódio e violência, como fazem os hinduístas que queimam igrejas e destroem casas, não é digno da natureza tolerante da religião mais antiga do mundo”.

Para tratar de incentivar a harmonia entre as religiões, e não o conflito que caracteriza muitas áreas da Índia, George ressaltou que após ter recebido a iluminação, Buda “compartilhou sua experiência e ensinou aos demais a seguir o caminho. Viajou por todo o nordeste da Índia, durante décadas, difundindo sua filosofia aos que estivessem interessados, sem distinção de gênero ou casta”.