Luis Antonio Tagle: fé e diálogo inter-religioso no Extremo Oriente

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25 Outubro 2012

Tendo nascido em 1957, ele será o rosto jovem do Colégio Cardinalício (juntamente com o outro neocardeal indiano Baselios Cleemis Thottunkal que é de 1959). Mas, para Luis Antonio Tagle – o arcebispo de Manila que os filipinos chamam amigavelmente de "Chito" – não é uma grande novidade: há praticamente 15 anos ele desempenha esse papel, surpreendendo todos, no entanto, constantemente, pela autoridade com que fala.

A reportagem é de Giorgio Bernardelli, publicada no sítio Vatican Insider, 24-10-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O prelado filipino inserido por Bento XVI entre os seis novos cardeais que receberão a púrpura no dia 24 de novembro é hoje, sem sombra de dúvida, a figura emergente de todo o episcopado asiático. E é um homem que Bento XVI mostrou estimar muito em várias ocasiões: depois de tê-lo a seu lado na Comissão Teológica Internacional, chamou-o aos apenas 54 anos para a delicadíssima cátedra de Manila, a mais vista no único grande país católico da Ásia. E, mesmo no Sínodo em curso, ele o nomeou ao lado do cardeal Giuseppe Betori como vice-presidente da comissão que está trabalhando na confecção da mensagem ao povo de Deus que será divulgada na conclusão dos trabalhos.

Por isso, parece ser bastante superficial a leitura daqueles que – um pouco apressadamente – rotulam-no como o "homem da Escola de Bolonha" no Colégio Cardinalício, por causa da sua colaboração aos estudos sobre o Concílio Vaticano II levados adiante pela Fundação João XXIII que foi de Giuseppe Alberigo.

Nascido em Manila no dia 21 de junho de 1957, ordenado sacerdote em 1982, Tagle aperfeiçoou seus estudos teológicos nos Estados Unidos, na Universidade Católica dos Estados Unidos, em Washington. Em 1998, já participava como especialista no Sínodo para a Ásia. João Paulo II o nomeou bispo de Imus, em 2001, diocese em que, em 2009, organizou a primeira Jornada da Juventude para os jovens da Ásia. Há um ano à frente da maior arquidiocese filipina, nestes dias ele também foi reeleito pela terceira vez consecutiva (aos 55 anos) membro do Conselho do Sínodo dos Bispos.

No entanto, não se entende profundamente quem é Tagle se ignorarmos a sua grande popularidade entre as pessoas das Filipinas. Não é todos os dias – por exemplo – que um cardeal se preocupe em especificar que o seu único perfil no Facebook é o administrado pelo setor de comunicação dos jesuítas de Manila, que postam toda semana o programa The World Exposed, a transmissão televisiva em que ele comenta as leituras do domingo.

Popularidade não significa, no entanto, condescendência com relação a tudo e a todos: o arcebispo de Manila, por exemplo, está na vanguarda na batalha da Igreja filipina contra o RH Bill, a lei sobre a saúde reprodutiva defendida pelo presidente Aquino, que visa a promover a contracepção e o aborto para frear o crescimento demográfico.

O que mais chama a atenção em Tagle, porém, é principalmente a grande simplicidade: no seu episcopado em Imus, ainda se conta sobre o espanto do grupo de operários que o viram chegando de bicicleta para celebrar a missa às 4h da manhã, porque não havia encontrado ninguém que substituísse o seu capelão, que se encontrava indisposto naquela manhã.

E foi justamente as palavras das pessoas mais simples que Tagle quis citar no seu discurso na Sala do Sínodo há alguns dias: "Uma menina me perguntou: 'Fomos nós, jovens, que nos perdemos ou foi a Igreja que nos perdeu'?", contou. E ao dar a sua resposta, o arcebispo de Manila não propôs grandes receitas, mas falou de humildade, respeito, escuta do outro e até de silêncio como caminho de uma evangelização capaz de revelar realmente o rosto de Jesus.

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