O Papa se solidariza com os ortodoxos pela profanação das Pussy Riot

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Por: André | 19 Outubro 2012

O Papa Bento XVI expressou sua solidariedade à Igreja ortodoxa russa pela “profanação” de uma igreja por parte do grupo punk-feminista Pussy Riot. O Pontífice se encontrou na terça-feira à tarde com o “ministro do exterior” do Patriarcado de Moscou, o metropolita Hilarion, à margem do Sínodo dos bispos sobre a Nova Evangelização.

A reportagem é de Alessandro Speciale e está publicada no sítio Vatican Insider, 17-10-2012. A tradução é do Cepat.

Segundo indicou o Patriarcado em um comunicado, durante o encontro entre o metropolita e o Pontífice tocou-se o tema da “profanação dos lugares sagrados cristãos em diferentes países”, e, em particular, dos “atos de vandalismo verificados na Catedral do Cristo Salvador em Moscou”.

Três mulheres do grupo foram presas e condenadas a dois anos de prisão por terem representado, pouco antes das eleições na Rússia, em março, um espetáculo contra o candidato à presidência Vladimir Putin, que teria vencido as eleições, apesar de muitas acusações de fraude. Segundo o que afirma o comunicado, Bento XVI teria expressado sua solidariedade à “Igreja ortodoxa russa sobre a questão e sua surpresa com a reação de alguns meios de comunicação diante destes fatos”. A mídia de todo o mundo deu grande importância ao caso das Pussy Riot e ao apoio de diferentes celebridades internacionais que receberam.

Justamente hoje, a presidência do Conselho das Conferências Episcopais Europeias (Ccee) expressou, através de uma carta a Hilarion, sua “profunda preocupação” com as “numerosas manifestações de discriminação contra os cristãos” e pela difusão “do sentimento anticristão e contra a Igreja, sobretudo na Federação Russa, durante os últimos meses”.

O metropolita Hilarion de Volokolamsk é o presidente do Departamento para as relações exteriores do Patriarcado de Moscou e interveio, na terça-feira passada, no Sínodo, no qual é um dos delegados fraternos das demais Igrejas cristãs.

Durante o encontro com Bento XVI, Hilarion ilustrou a situação da Igreja ortodoxa na Rússia e sua organização administrativa; também falou das escolas religiosas e do ensino da cultura religiosa e da ética laica nas escolas, assim como da abertura de cátedras de teologia nas escolas laicas.

Durante a entrevista, também foi discutido o tema da perseguição religiosa dos cristãos em diferentes partes do mundo, em particular no Oriente Médio: “preocupação comum dos ortodoxos e dos católicos”.

Hilarion também se reuniu com o novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Gerhard Ludwig Müller, com a esperança de que haja progressos nas relações entre Moscou e Roma no campo dos estudos teológicos.