O Vaticano II sob o olhar atento de Karl Rahner

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Por: André | 26 Setembro 2012

No dia 01 de junho de 1961, Rahner pronunciou uma conferência com o título “Não apagueis o espírito!”. Poucos dias depois estava sendo comunicado que desse momento em diante estava sujeito a uma censura romana prévia.

A reportagem está publicada no sítio da Editora Herder, 25-09-2012. A tradução é do Cepat.

Na abertura do Concílio Vaticano II, em 11 de outubro de 1962, Karl Rahner estava com 59 anos. Gozava de prestígio internacional e encontrava-se no momento culminante de sua carreira como dogmático e historiador dos dogmas.

Por este motivo, eram muitos os que esperavam sua colaboração no concílio, mas desde o começo da década de 1950 teve diversas dificuldades com Roma. Rahner era classificado como “teólogo progressista” e havia sido denunciado, às vezes, inclusive por membros da sua própria Ordem.

Mas não se podia simplesmente deixá-lo de lado. No dia 22 de março de 1961, foi nomeado consultor da Comissão Preparatória para a Disciplina dos Sacramentos. Em outubro de 1961, o cardeal Franz Köning, de Viena, solicitou sua assessoria para a seleção e classificação dos materiais para a preparação do concílio. Mas pouco antes do início do concílio foi tomada uma medida surpreendente.

No dia 01 de junho de 1961, Rahner pronunciou uma conferência com o título “Não apagueis o espírito!”. Poucos dias depois estava sendo comunicado que desse momento em diante estava sujeito a uma censura romana prévia. Reduzia-se assim, de certo modo, sua influência em relação ao concílio ou mesmo se desqualificava essa influência. Foi posta em marcha uma ação solidária sem precedentes e o Papa João XXIII se distanciou dos chamados “profetas de calamidades”. Em todo o caso, no dia 24 de setembro de 1962, Karl Rahner foi oficialmente designado como teólogo do concílio.

A conferência que agora publicamos O concílio, um novo começo foi pronunciada no dia 12 de dezembro de 1965 em Munique pelo próprio Karl Rahner. Esta nova edição incorpora duas novidades: em primeiro lugar, uma introdução do cardeal Karl Lehmann escrita em dezembro de 2011 e um epílogo escrito pelos teólogos Andreas R. Batlogg e Albert Raffelt.

“O Concílio terminou. Cada vez que alguma coisa boa chega ao seu término, a gente se detém com satisfação, ao mesmo tempo que, com assombro, certa inquietude e preocupação diante do mistério da história, e se pergunta: o que na realidade aconteceu? O que vai acontecer agora? Assim também, ao final do concílio nos perguntamos: o que aconteceu? Em que ponto nos encontramos? O que devemos esperar?”

Karl Rahner (Friburgo, 1904 – Innsbruck, 1984), jesuíta, foi um dos teólogos católicos mais influentes do século XX. Seu pensamento, fruto de uma apropriação criativa de diversas fontes teológicas e filosóficas, contribuiu para criar um inovador marco de referência para o entendimento moderno da fé católica e das antigas teologias neoescolásticas.

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