Aldo Moro rumo à beatificação

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25 Setembro 2012

Primeiro passo de Aldo Moro às honras dos altares. Iniciou-se o processo para pedir a abertura da causa de beatificação do estadista de Puglia, na Itália, morto há 34 anos na capital italiana pelas Brigadas Vermelhas. As assinaturas (coletadas entre os fiéis pela Fundação Moro, presidida pelo ex-assessor regional da Democracia Cristã, Luigi Ferlicchia) já foram autenticadas pelo chanceler da diocese de Bari, Paolo Bux, e o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, aprovou a nomeação do postulador proposto para a causa (Nicola Giampaolo).

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 24-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quem pediu o início do processo, dentre outros, foi o prefeito de Bari, Michele Emiliano, o bispo de Monopoli-Conversano, Domenico Padovano, o presidente da província de Bari, Francesco Schittulli, e Gian Mario Spacca, governador de Marche (terra de origem da esposa de Moro). O "nada obsta" para a designação do postulador chegou do vicariato de Roma, cidade onde o presidente da Democracia Cristã desempenhou a sua atividade política e morreu.

No passado, abaixo-assinados semelhantes não haviam superado os controles da burocracia eclesiástica. Desta vez, ao invés, chegou um atestado de oficialidade. Fala-se também de um milagre obtido pela sua intercessão pelo núncio Francesco Colasuonno, salvo de um ataque de guerrilheiros em Moçambique. Moro é proposto à Igreja pelo postulador como "mártir" por ter sido morto "em ódio à fé".

Agora chegou o "sim" da autoridade religiosa, que deverá conduzir a investigação que pode levar a Igreja a indicar o político como modelo e figura exemplar para os fiéis. No fim do processo, quem pronunciará a palavra definitiva será o papa.

Enquanto isso, a filha, Maria Fida, declarou que "seria uma emoção ver o painel com a foto do papai na Praça de São Pedro...". "Eu ainda não tenho notícias diretas sobre essa belíssima proposta - continua Maria Fida -, mas junto com o meu filho Luca eu considero que, em plena humildade cristã, meu pai era absolutamente digno disso, pelo modo pelo qual transcorreu os dias da sua vida e os da sua morte, ou seja, a prisão nas mãos dos terroristas, sendo exemplo de mansidão, compaixão e e misericórdia".

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