País vive fim de 'recessãozinha', diz Fraga

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09 Agosto 2012

À frente da gestão de um patrimônio de R$ 13,4 bilhões, na Gávea Investimentos, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, 55, afirma que juros baixos - e, por consequência, rendimentos mais modestos - são a nova realidade dos poupadores brasileiros. E sugere ao investidor da poupança que compre a casa própria.

A entrevista é de Mariana Carneiro e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 09-08-2012

Sobre a economia brasileira, Fraga afirma que a desaceleração é natural, resultado da grande expansão do crédito e dos gastos do governo no passado recente. E faz um diagnóstico:

"Tem três coisas acontecendo em paralelo e nós temos dificuldade nas três: a infraestrutura virou um gargalo, a economia mundial está devagar e a nossa economia vive o fim de uma 'recessãozinha', que é normal se comparada com a crise global", disse à Folha na terça.

Ainda assim, Fraga se autodenomina "positivo" sobre o futuro do país.

Eis a entrevista.

O corte do juro trouxe um cenário de menor rendimento das aplicações. O que pode esperar o investidor?

O Brasil tinha uma aberração. Ter juros reais de 6% ou mais sem risco não é normal. É claro que a transição é traumática.

Uma pessoa que poupou para a aposentadoria e estava na expectativa de ganhar 6% ao ano agora vai ganhar 3%. Faz diferença, é uma situação dramática. Mas a compensação é um potencial de crescimento econômico e de investimento maior.

O que sugere ao investidor tradicional da poupança?

O investidor vai ter que ajustar o seu padrão [para um rendimento menor]. As pessoas vão ter que se reeducar e olhar outros ativos: pensar em comprar a casa própria, pensar em investir na Bolsa, vão ter que aprender a olhar melhor seus investimentos.

O país pode crescer 4% em 2013, como prevê o mercado?

Tivemos dois anos de crescimento bem baixo e, por isso, há espaço para alguma recuperação. Minha expectativa é que o investimento cresça nos próximos trimestres, puxado pelo setor privado.

O investimento público está limitado pelo orçamento. Há setores com capacidade ociosa, eles não vão investir, mas não quer dizer que os outros não possam.

Isso pode contribuir para o PIB de 2012?

Para este ano, está mais difícil. Mas, se melhorar um pouquinho no segundo semestre, já traz algum alívio.

Por que nossa economia está parada há um ano?

É a combinação da crise global, que nos pegou, com uma recessão interna normal. Essas coisas aconteceram ao mesmo tempo. O Brasil não está com um problema fatal, que só cresce 2% para sempre. Vai voltar a crescer mais. Mas não está preparado para crescer 5%, 6% ainda.

O BC corta os juros desde agosto do ano passado mas a atividade não parece reagir.

Se não tivesse cortado, a situação estaria bem pior. Mas [a economia] deve reagir, posto que a componente interna da desaceleração pode estar chegando ao fim com a ajuda dos juros mais baixos e da taxa de câmbio mais alta.

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