A esquerda mexicana pede a anulação das eleições presidenciais

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Por: André | 16 Julho 2012

O líder da esquerda mexicana, Andrés Manuel López Obrador, derrotado nas eleições presidenciais de 1º de julho passado, apresentou nesta quinta-feira um recurso ao Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) para que anule as eleições vencidas pelo candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Enrique Peña Nieto. A coalizão Movimento Progressista considera que o PRI violou o artigo 41 da Constituição ao superar o limite de gastos permitido pela lei eleitoral, comprar de forma ilegal espaços na televisão para promover a imagem de Peña Nieto e coagir os eleitores. O TEPJF tem prazo até o dia 06 de setembro próximo para se posicionar. Caso der sentença favorável, novas eleições deverão ser convocadas.

A reportagem é de Luis Prados e está publicada no jornal espanhol El País, 13-07-2012. A tradução é do Cepat.

López Obrador anunciou para a próxima semana o lançamento de um Plano Nacional para a Defesa da Democracia e da Dignidade do México. A convocação foi seguida pela seguinte promessa: “Atuaremos sempre pela via pacífica. Não daremos pretexto para que nos acusem de violentos”. O coordenador da sua campanha, Ricardo Monreal, por sua vez, informou que o recurso entregue ao tribunal eleitoral “poderá ser assinado por todos os cidadãos que o desejarem”.

Num ato realizado em um hotel do centro da Cidade do México e apresentado como uma entrevista coletiva em que não houve perguntas, AMLO, como López Obrador é popularmente conhecido, acusou o PRI de “comprar cinco milhões de votos, dois milhões deles nos Estados do México, Veracruz e Chiapas” e “gastar milhões em publicidade e pesquisas arranjadas”. Assegurou que numa reunião realizada no mês passado em Toluca, capital do Estado do México, Peña Nieto reuniu-se com os governadores priistas com a finalidade de “comprar votos com dinheiro público”. Dessa maneira, foi possível, na sua opinião, que a participação disparasse nas zonas rurais mais pobres do país “como em três distritos do Yucatán onde houve um aumento de 86% ou em Chiapas, onde houve um aumento de 118% de participação em relação às eleições de 2006”. A esquerda estima que o custo da campanha do candidato do PRI foi superior a 4,6 bilhões de pesos, quando o limite legal é de 336 milhões.

Monreal acusou o Instituto Federal Eleitoral (IFE) de descumprir sua responsabilidade de garantir a lisura das campanhas ao não ter solucionado as reclamações e denúncias apresentadas pela esquerda antes do dia 1º de julho. E prevendo que seu recurso fracasse, afirmou: “Caso não o fizer, nunca poderemos ganhar o Governo e seu orçamento”.

Os resultados finais do IFE dão 38,2% dos votos a Peña Nieto e 31,8% a AMLO, uma diferença de aproximadamente 3,2 milhões de votos. López Obrador, candidato também em 2006, na época não aceitou sua derrota para o atual presidente Felipe Calderón e se declarou o único presidente legítimo.

O presidente do PRI, Pedro Joaquín Coldwell, anunciou na quinta-feira que seu partido recorrerá ao TEPJF para “defender sua vitória legítima”. “O único problema desta eleição”, afirmou, “foi ter tido um adversário que provada e reiteradamente foi um mau perdedor”, em alusão a López Obrador.

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