Chávez conclama esquerda a continuar mudando o mundo

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09 Julho 2012

Partidos e organizações de esquerda participantes do 18º encontro do Fórum de São Paulo que se encerrou nesta sexta-feira (6) em Caracas decidiram mobilizar-se para enfrentar a campanha de descrédito sobre a Venezuela, impulsionada pela míidia da direita internacional e concretizar ações solidárias com sua revolução. O presidente venezuelano Hugo Chávez participou do ato de encerramento.

A reportagem é de Prensa Latina e Agência Bolivariana de Notícias e traduzido pelo sítio Vermelho, 07-07-2012.

Nesse contexto, o Fórum de São Paulo aprovou um chamamento denominado “Os povos do mundo unidos pela Venezuela”, que propõe um conjunto de ações. O documento foi lido pelo secretário executivo do Fórum, Valter Pomar.

O chamamento tem três pontos essenciais. O primeiro é mobilizar a opinião pública mundial contra a campanha de descrédito e mentiras que o Departamento de Estado dos Estados Unidos e as grandes empresas de comunicação fazem contra a revolução venezuelana.

Em segundo lugar, o documento propõe concretizar a solidariedade com esta revolução e o comandante Hugo Chávez, com a realização de atividades e eventos para difundir as conquistas políticos, econômicas, sociais, culturais e ambientais do processo de inclusão e dignificação do povo venezuelano na construção do bem-estar da pátria.

O terceiro ponto é alertar a opinião pública mundial sobre o plano da ultradireita nacional e internacional voltado a desconhecer os resultados eleitorais de 7 de outubro com a finalidade de desestabilizar o processo democrático e revolucionário da Venezuela.

O Fórum de São Paulo propôs a convocação de um Dia de Solidariedade Mundial com a Revolução Bolivariana e o Comandante Hugo Chávez em 24 de julho próximo, data em que transcorre o 229º aniversário natalício de Simon Bolívar), efetuando nas capitais e outras cidades, atos, comícios, coletivas de imprensa e oferendas florais ao Libertador.

Os partidos reunidos no 18º encontro do Fórum de São Paulo também aprovaram a realização na primeira quinzena de setembro deste ano em Caracas um encontro internacional de solidariedade mundial dos povos do mundo coma Revolução Bolivariana Venezuelana e o comandante Hugo Chávez.

O Fórum decidiu também realizar um “Twittaço mundial com Chávez", através da conta @chavezcandanga, em data a ser definida no mês de agosto.

Entre outras ações também se decidiu que as forças do Fórum de São Paulo participem das eleições de 7 de outubro como acompanhantes do povo venezuelano.

Mudar o mundo

No discurso de encerramento do 18º encontro do Fórum de São Paulo, o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, conclamou os partidos políticos, movimentos sociais e organizações da esquerda mundial a continuar propiciando uma mudança no mundo a partir da esquerda democrática.

"A questão política passa pela esquerda mas tem que vir de mais longe, além das esquerdas. Eu creio que isso também deve ser considerado nas batalhas e nas lutas de hoje nos movimentos e partidos de esquerda da América Latina", disse.

Segundo o presidente, a América Latina vem assimilando o movimento de esquerda "porque as experiências vão ensinando", e fez referência à manifestação desta postura na Bolívia, Equador, Argentina, no Brasil, na Nicaragua, na Venezuela e em muitos outros países.

Pulsão heroica


O chefe de Estado venezuelano comentou que os povos do mundo "têm dentro de si o que alguém chamava de pulsão heroica. Os povos vivem de sua pulsão heroica".

Chávez destacou que o povo venezuelano possui uma pulsão heroica que vive e viverá para sempre na alma do povo, em suas entranhas”.

Durante o ato de encerramento foi projetado um vídeo em que o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva manifestava apoio a Chávez.

Durante seu discurso, o mandatário venezuelano destacou uma frase sobre a transformação mundial: "Trata-se de transformar o mundo, mas para mudá-lo é preciso entrar na batalha real, uma luta concreta, com as ideias e interpretações".

Chávez agradeceu a presença dos pensadores de esquerda que participaram em todas as atividades do encontro.

"Quero agradecer em nome do povo venezuelano, a presença de todos vocês aqui, que vieram de distintas partes do mundo, agradeço ao Fórum de São Paulo que tomou a decisão de se reunir em Caracas", asseverou Chávez.

Igualmente, saudou cordialmente os presidentes dos países irmãos, citando os de Cuba, Equador, Brasil, Bolívia e Nicarágua e todos os grandes mandatários latino-americanos.

Revolução como alternativa

Chávez discorreu sobre o processo em curso no país, ressaltando que na Venezuela, antes da chegada da Revolução Bolivariana, não havia possibilidade para uma alternativa de governo diante do continuísmo da burguesia venezuelana.

Ele indicou que a esquerda no século 20 só conseguia captar entre 5% e 10% da votação. "Era uma ditadura com disfarce democrático. Havia eleições a cada cinco años, mas já se sabia: Ou ganhava a AD ou o Copei”, os dois partidos oligárquicos.

"En 2002 tiveram uma surpresa e se surpreenderão de novo se tentarem fazer algo desestabilizador ou lançar alguma agressão interna ou externa contra a Venezuela, contra nosso povo; se surpreenderão muito mais, por isso lhes recomendo que nem tentem, porque não só se surpreenderiam, também faríamos com que se arrependessem por 500 anos ou mais".

Chávez indicou que a Venezuela foi objetivo de múltiplos interesses mundiais pelas riquezas que tem, em particular o petróleo, e que em diversas oportunidades pretenderam enfraquecer a soberania nacional.

Recordou que a presença do petróleo no solo venezuelano foi objeto de conspirações que remontam a séculos atrás, como a derrocada do presidente constitucional Rômulo Gallegos.

Povo no poder

Referindo-se ao exercício do poder, o presidente venezuelano ressaltou: "Hugo Chávez não está aqui para acumular o poder pessoal, eu sou mais um redistribuidor do poder para dar o poder ao povo e que este tenha cada vez mais poder. Não se trata de um homem no poder, mas de um povo no poder", expressou.

Reeleição


Igualmente, reiterou que sua candidatura às eleições presidenciales de 7 de outubro representa a continuidade do processo revolucionário no país.

Chávez reafirmou que a Venezuela vive sob um sistema político democrático.

O chefe de Estado considerou que, sem cair no triunfalismo, está sendo ganha a batalha histórica da transição para o mundo novo.

Fórum e integração


Para Chávez, nesse proceso tem sido determinante a articulação com os governos revolucionários da América Latina e as instâncias de integração como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), assim como a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), respeitando a visão de cada um dos movimentos, organizações, partidos e líderes presidenciais.

O líder bolivariano falou ainda sobre a necessidade de evitar o isolamento do restante das nações irmãs.

Igualmente, indicou que hoje mais do que nunca há condições para a ofensiva internacional socialista.

"Aí estão os indignados, a juventude da França, da Grécia, de Chicago (Estados Unidos). Até a Israel chegaram os indignados. Vamos mandar uma saudação solidária aos indignados deste mundo e aos movimentos novos das juventudes que iniciaram uma luta contra os mil demônios, como os meios de comunicação e a repressão”.

"Não tenhamos medo de pôr a pedra fundamental da libertação sul-americana, latino-americana, caribenha, mundial", disse Chávez, que também comentou sobre o papel do Fórum de São Paulo. Segundo ele, o Fórum cumpriu uma grande tarefa, mas “tem muito mais a fazer”.

"Eu, por exemplo, sou um dos críticos, não do Fórum de Sao Paulo, não, dos fóruns em geral, porque às vezes se fala muito e se diz tudo”, observou.

Insistiu em que esas atividades sempre devem orientar-se para "a luta por transformar o mundo que temos hoje. É uma reflexão que sempre me permito fazer", agregou.

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