Casaldáliga. “A Igreja vive um momento de decepção e de involução”

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 06 Julho 2012

O bispo emérito de São Félix do Araguaia, o claretiano catalão Pedro Casaldáliga, considera que “nossa Igreja vive um momento de decepção e de involução”, de distâncias dolorosas entre a instituição e o povo”.

A reportagem está publicada no sítio Periodista Digital, 04-07-2012. A tradução é do Cepat.

Numa entrevista, publicada no último número da revista interna dos missionários claretianos, “NUNC” (Nuntii de Universa Nostra Congregatione), o chamado “bispo dos pobres”, uma das principais figuras da Teologia da Libertação, denuncia que na Igreja católica “falta proximidade nas estruturas e credibilidade”.

“Em contrapartida – argumenta Casaldáliga – cresce uma fé adulta e corresponsável em muitos setores do laicato. Há uma liberdade de espírito, que pode ter seus excessos, mas que tem muito de vivência personalizada e comunitária, sinal dos tempos, seguimento de Jesus e abertura profética ao mundo de hoje”.

Segundo o bispo catalão, “o ecumenismo e o macroecumenismo se estabelecerão”, e adverte que na missão das Igrejas da América Latina “temos de assumir o despertar organizado dos povos originários de nossa afro-ameríndia”.

Nascido em Balsareny (Barcelona), em 1928, Casaldáliga completou 84 anos e batalha contra o mal de Parkinson, mas continua “com a opção pelos pobres, como grande motivação de minha vida”.

Casaldáliga se define como “um missionário claretiano, que reconhece ter falhado muito como membro da Congregação, a quem devo quase tudo”.

“Agora, procuro aceitar com humor esperançado as limitações que o Parkinson me impõe e a solicitude daqueles que me acompanham”, explica o bispo da libertação, que dedica mais horas para meditar, receber visitas e escrever algumas mensagens, enquanto recomenda à Igreja que assuma “de cheio o desafio dos meios de comunicação”.