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29 Novembro 2011

O evento - Encontro de Políticas Públicas da província de Buenos Aires - foi organizado pelo vice-governador eleito de Buenos Aires, Gabriel Mariotto, que encerrou a jornada junto com a uruguaia Lucía Topolansky e o chileno Enríquez-Ominani. Os participantes defenderam  a união latinoamericana contra o neoliberalismo.

A reportagem é de Ailin Bullentini e publicada pelo Página/12, 26-11-2011. A tradução é do Cepat.

Com a presença de dirigentes latinoamericanos, como a senadora uruguaia e esposa do presidente desse país, Lucia Topolansky, de autoridades federais e de dirigentes sociais e políticos bonaerenses, o vice-governador eleito, Gabriel Mariotto, encerrou o Encontro de Políticas Públicas da província de Buenos Aires com um chamado à "união latinoamericana" para "fazer frente à crise mundial e as receitas neoliberais".

Mais de dois mil militantes de diferentes grupos políticos e sociais, como Kolina, La Cámpora e do Movimento Evita e de trabalhadores de diferentes sindicatos se concentraram desde a manhã no campo de esportes do Uocra.

"Há muitos jovens que se mostram comprometidos com os trabalhadores e com a política. Isso só pode ser coisa boa", disse Topolansky na conversa com este jornal. A jornada, cujo objetivo principal foi discutir políticas públicas da província durou mais de cinco horas, e terminou com com um cenário latino-americano, no qual tomaram o microfone o ex-candidato a presidência do Chile Marco Enríquez-Ominani, o presidente do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) do Paraguai, Blas Llano; Topolansky e o representante da Afcsa.

"Os olhares de diferentes setores da sociedade fortalecem as leis e as políticas e empurram para uma mudança de paradigma que, de outra maneira, sempre parecem impensados. A decisão de um governo não é suficiente. É preciso a participação da sociedade ", disse o vice-governador bonaerense no encerramento do encontro.

O tema das políticas públicas debatidos pela sociedade foi o maior destaque dos oradores no encerramento do encontro. Topolansky definiu a participação popular como "o melhor sinal da boa saúde de um país" e "garantia da democracia". De sua parte, Marco Enríquez-Ominani considerou a prática como "higiênica" já que "é a melhor maneira de limpar uma sociedade e um governo de práticas ruins".

Durante as primeiras horas da manhã, Mariotto explicou para este jornal, que o objetivo de distribuir os debates por áreas e em diferentes comissões  "permite um debate aprofundado sobre as orientações das políticas públicas a serem seguidas e estabelece uma espécie de dez mandamentos como o caminho a ser buscado pela nova gestão ", destacou.

Temas como segurança, ciência e tecnologia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, políticas de saúde, juventude, educação, gênero e promoção da igualdade e esportes foram os eixos temáticos colocados em debate. Algumas das comissões contaram, além disso, com servidores federais como participantes, como foi o caso do ministro da Educação, Alberto Sileoni, seu colega da Saúde,  Juan Manzur; o diretor da Anses, Diego Bossio; o secretário de Esportes, Claudio Morresi; o secretário de Comunicação Pública, Juan Abal Medina; e o deputado Edgardo Deperti. "Logo – acrescentou – iremos debater com os setores da sociedade com quem temos diferenças".

O atual chefe de gabinete e senador eleito pela província de Buenos Aires, Aníbal Fernández e Geraldo Martínez também falaram diante da multidão. Também presente, o ex-candidato a governador de Buenos Aires pelo Nuevo Encontro, Martín Sabbatella, felicitou o convite de Mariotto em "deixar para trás as matizes" que os diferenciam e afirmar o que os "unem num projeto nacional e popular." Falando ao Página/12, o deputado do Nuevo Encontro devolveu o gesto: "Conversamos muito com Gabriel e descobrimos  que temos muitas diferenças, mas grande é o caminho a percorrer e juntos crescer".

Por último, o presidente da Afsca instou a união latinoamericana porque "o mundo precisa de novas ideias e nós, os vizinhos, os irmãos regionais, podemos dar o exemplo". Nesse sentido, Topolansky destacou a necessidade de "criar políticas comuns e proprias que atendam as necessidades de cada país e que, por sua vez, nos protejam como continente e nos tornem mais fortes".

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