Bispo colombiano contesta teses de padre jesuíta sobre o aborto

Revista ihu on-line

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mais Lidos

  • A “revolução litúrgica” de Francisco põe fim às missas tradicionalistas e restaura a reforma conciliar “em toda a Igreja do Rito Romano”

    LER MAIS
  • O crepúsculo do Papa Francisco

    LER MAIS
  • Para assumir cargo de diplomata, descendente de quilombola teve que brigar na justiça

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


18 Novembro 2011

O Presidente do Tribunal Eclesiástico Nacional da Colômbia e bispo emérito de Garzón, monsenhor Libardo Ramírez Gómez, lembrou ao padre jesuíta Carlos Novoa que a Igreja condena o aborto, porque atenta contra a dignidade e a vida do nascituro. Em um artigo enviado à ACI Prensa, o arcebispo criticou as declarações de Novoa que, segundo ele, tergiversam sobre os ensinamentos de João Paulo II em sua encíclica Evangelium Vitae, afirmando que "o aborto terapêutico é ético" e que a vida não é um bem absoluto.

A reportagem é do sítio InfoCatólica, 15-11-2011. A tradução é do Cepat.

"Como "sub-reptícia’ e `sutil`, qualifica o Pe. Novoa a argumentação  de seus oponentes (que rejeitam o aborto), mas é ele quem age dessa maneira ao querer converter todo esse magnífico "hino à vida’, como a Encíclica de João Paulo II `o Evangelho da Vida’, em uma licença para matar crianças no ventre materno", disse o Dom Ramirez.

O bispo lembra que "no contexto de toda a Encíclica, desde o seu início até o final, encontramo-nos diante de um grande documento dirigido a ressaltar a grandeza infinita da vida humana desde o primeiro momento da concepção" e o respeito que merece todo o ser humano como imagem de Deus.

"Este é o texto em que o declarante sacerdote quer utilizar como autorização ao aborto", diz o prelado. Portanto, diz ele, Pe. Novoa, da Pontifícia Universidade Javeriana (de Bogotá), esconde-se "para não aparecer como abortista" e afirma que "ninguém quer incentivar a prática do aborto", mas aceita "caladamente" as interpretações dadas a partir da decisão da Corte Suprema que despenalizou essa prática em 2006 sob três condições.

"Quer o jesuíta colocar-se diante do decidido pela Corte como um "cidadão’, mesmo quando sua consciência de crente não está de acordo. Com esses argumentos está incentivando que se pratique algo com o qual a sua consciência não está de acordo! Graças a Deus afirma que "o aborto não é um ideal’, mas as suas teses levam ao contrário", diz dom Ramirez. Assim mesmo, critica Novoa, que pede para enfrentar "o tema do aborto com medidas de educação sexual e programas sociais que ajudem a superar a pobreza".

O Presidente do Tribunal Eclesiástico colombiano afirma que toda pessoa está de acordo em combater a pobreza, "mas é preciso destacar que, se o argumento das desigualdades fosse válido para justificar crimes, como o da violência armada e o aborto, sempre haveria motivos para dar razão a isso, mas igualdade absoluta nunca teremos".

"Sonhar apenas não basta, e os esforços propostos pelo Pe. Novoa com as medidas de formação é algo quixotesco", acrescenta. Dom Ramírez adverte também o sacerdote jesuíta, que, segundo ele, quer fazer com que os católicos "deem as costas para a fé", ao usar o artigo constitucional que destaca que a "Colômbia é um Estado Social de Direito".

O prelado diz que "essa interpretação, traduzida como "Estado laico’, tem seu tendão de Aquiles quando no Preâmbulo se invoca a Deus". "A educação religiosa é livre, proclama-se a liberdade de culto e se reconhece a objeção de consciência. Tudo isso não é simplesmente uma norma secular", disse ele.

"Propagar uma mensagem religiosa, na qual se defende a vida de acordo com os ensinamentos da fé; propiciar leis inspiradas nesse pensamento como pediu o Papa em vários lugares do "Evangelho da vida’ não são imposições, tampouco é " violentar as consciências’, mas oferecer contribuições para o bem bem geral da humanidade", acrescenta.  "Violentar as consciências – esclarece – é o que pretenderam aqueles que são favoráveis ao aborto com interpretações e aplicações exageradas das normas contrárias à vida".

Finalmente, o bispo lembra o sacerdote que a Constituição reconhece que "o direito a vida é inviolável", que a ciência comprova que a vida começa na concepção, que é uma justa aspiração penalizar os que cometem "a covarde ação de matar ao mais indefeso dos seres humanos" e que "continua vigente, para o bem da humanidade, o Preceito divino, baseado na lei natural de "Não matarás’".

"Ir contra a vida é algo "abominável’, e contra quem acaba com qualquer vida humana, clama a voz de Deus: `O sangue do seu irmão clama por mim desde o chão`", conclui ele.

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Bispo colombiano contesta teses de padre jesuíta sobre o aborto - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV