Bispos australianos se encontram com autoridades vaticanas para discutir situação de coirmão removido

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20 Outubro 2011

Os bispos australianos tiveram um encontro especial com autoridades do Vaticano em meados de outubro para discutir o caso de um bispo que o Papa Bento XVI removeu do ofício depois de anos de tensão com diversos escritórios do Vaticano.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada no sítio Catholic News Service, 18-10-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os cardeais Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, e William J. Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, se encontraram com os bispos australianos para discutir as consequências da remoção em maio do bispo de Toowoomba, William Morris.

O encontro com os cardeais foi "uma indicação da seriedade com a qual as autoridades romanas nos dicastérios aqui querem entrar em diálogo com os bispos australianos para olhar para essas questões", disse o arcebispo Philip Wilson, de Adelaide, presidente da Conferência Episcopal .

Os bispos prometeram ao povo de Toowoomba e a todos os católicos australianos que iriam discutir o caso com as autoridades do Vaticano durante a sua visita "ad limina" entre os dias 10 a 22 de outubro, disse o arcebispo Wilson.

Os bispos australianos que falaram com o Catholic News Service em outubro descreveram a sua visita "ad limina" – que são exigidas aos bispos para que informem sobre o estado de suas dioceses –como uma experiência em grupo de oração e de espiritualidade. Além de se encontrar com o papa e as autoridades vaticanas, eles fizeram uma peregrinação ao mosteiro beneditino de Subiaco, tiveram um dia de retiro e celebraram missas nas quatro basílicas maiores de Roma.

Os 38 bispos também dedicaram o altar da capela da Domus Australia, uma nova casa de acolhida a peregrinos em Roma, à qual o Papa Bento XVI estava programado para inaugurar no dia 19 de outubro.

Compartilhando com as autoridades do Vaticano e "rezando e refletindo sobre a situação da Austrália", os bispos, naturalmente, queriam discutir a situação de Dom Morris e sobre como promover a cura em sua diocese, disse o arcebispo Wilson.

De acordo com reportagens e depoimentos de líderes católicos de Toowoomba, Dom Morris foi convidado a renunciar seis vezes por três diferentes congregações do Vaticano. Ao longo de um período de 10 anos, as autoridades questionaram a forma liberal pela qual ele permitiu que seus sacerdotes usassem a absolvição geral para o perdão dos pecados, mas a tensão real começou em 2006, quando ele disse, em uma carta pastoral, que estaria aberto a ordenar mulheres e homens casados se a Igreja mudasse as suas regras para permitir tal possibilidade.

Em 2007, o Vaticano pediu que o arcebispo Charles J. Chaput, que era arcebispo de Denver nesse tempo, realizasse uma visitação apostólica a Toowoomba.

O arcebispo Wilson disse que os bispos australianos reconhecem e aceitam totalmente o ministério de autoridade do Papa Bento XVI sobre toda a Igreja e eles não estão criticando a sua ação, mas eles têm a obrigação de ajudar os católicos de Toowoomba a avançar e a demonstrar o seu cuidado por Dom Morris.

"O que temos a fazer é olhar para quais foram as consequências, para o que precisamos fazer agora para trazer cura e orientação para o povo católico da Austrália, fazer tudo o que pudermos para manter um relacionamento colegial apropriado com Dom Morris e encontrar formas para que ele possa continuar seu ministério como bispo em nosso meio, embora ele não seja mais bispo de Toowoomba", disse o arcebispo.

Embora nenhuma conclusão tenha sido alcançada, disse ele, nas discussões em Roma, uma dimensão totalmente nova foi adicionada ao caso.

"Estamos todos juntos aqui, estamos em uma situação muito espiritual, estamos bem no centro da vida da Igreja, reunidos em torno dos túmulos dos Apóstolos", afirmou.

Dom Michael Putney, de Townsville, disse que os cardeais Ouellet e Levada "foram muito generosos com o seu tempo", e que os bispos australianos continuam discutindo o assunto entre si, "adquirindo uma maior compreensão sobre por que isso aconteceu e ideias para garantir que isso nunca aconteça novamente".

Dom Putney disse que, pessoalmente, ele acredita que, "como bispos, precisamos dar passos intermediários. Quando vemos um bispo agindo de uma forma que pode levar à censura, deveríamos ter um processo de mediação in loco para intervir em um espírito de afetiva colegialidade".

 

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