"As mudanças climáticas vão aumentar ainda mais o buraco de ozônio na Antártida"

Mais Lidos

  • Não é tragédia, é omissão de planejamento

    LER MAIS
  • Ao mesmo tempo que o Aceleracionismo funciona, em parte de suas vertentes, como um motor do que poderíamos chamar de internacional ultradireitista, mostra a exigência de uma esquerda que faça frente ao neorreacionarismo

    Nick Land: entre o neorreacionarismo e a construção de uma esquerda fora do cânone. Entrevista especial com Fabrício Silveira

    LER MAIS
  • Ciclo de estudos promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração (CEEM), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos - IHU, debate a ecologia integral e o ecossocialismo em tempos de mudanças climáticas. Evento ocorre na próxima quarta-feira, 04-03-2026

    “A ecologia é a questão política, social e humana central no século XXI”, constata Michel Löwy

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Outubro 2011

Para Michael Colacino, que coordenou as medições na Antártida, com o Protocolo de Montreal, só foi enfrentado até agora o lado químico do problema.

A reportagem é de Elena Dusi, publicada no jornal La Repubblica, 03-10-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"O Protocolo de Montreal interveio no lado químico do problema. Mas o climático ainda está em aberto", explica Michael Colacino, que foi diretor do Instituto de Física Atmosférica do CNR e coordenou até o ano passado as medições feitas na Antártida.

Eis a entrevista.

Por quanto tempo permanecerão ativos os gases que destroem o ozônio?

A ação de destruição do cloro na atmosfera pode durar 30 ou 40 anos. Por isso, na época de Montreal, previa-se que a quantidade de ozônio na Antártida voltariam ao normal em torno de 2020-2025. Hoje, porém, esse prazo foi postergado para não antes de 2050. E aqui intervém o discurso sobre as mudanças climáticas.

Os autores da Nature evitam entrar nesse assunto.

Mas a temperatura é um fator determinante, porque a destruição do ozônio é possibilitada pelo frio intenso que é registrado nas nuvens estratosféricas polares. E sabemos muito bem que, quando a temperatura aumenta nas camadas baixas da atmosfera, por razões de equilíbrio radioativo, deve diminuir nas camadas altas.