Homenagem ao general Golbery provoca revolta em cidade gaúcha

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • Um bomba social por trás do Auxílio Brasil

    LER MAIS
  • O evangelismo empreendedor: o entrepreneurship na ação política das organizações não-governamentais transnacionais da nova direita

    LER MAIS
  • Pedro Casaldáliga no caminho dos Padres da Igreja da América Latina. Artigo de Juan José Tamayo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


01 Setembro 2011

Uma homenagem de políticos ao general Golbery do Couto e Silva (1911-1987), um dos principais nomes da ditadura militar, provocou revolta no Rio Grande do Sul.

A reportagem é de Felipe Bächtold e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 02-09-2011.

O centenário de nascimento de Golbery, no último dia 21, foi lembrado pela Prefeitura de Rio Grande (a 311 km de Porto Alegre), onde ele nasceu, com uma cerimônia e um projeto de monumento na praça central.

O prefeito Fábio Branco (PMDB) disse na ocasião, ao lado de oficiais militares, que Golbery prestou "muitos serviços" à terra natal. Só dois dos 13 vereadores da cidade se opuseram à homenagem.

O general, que morreu em 1987, foi um dos principais articuladores do golpe de 1964 e o responsável pela criação do SNI (Serviço Nacional de Informações), tendo comandado o órgão durante o governo Castello Branco (1964-1967).

Mais tarde, foi ministro-chefe da Casa Civil do presidente Ernesto Geisel (1974-1979), quando articulou a distensão "lenta, gradual e segura" da ditadura.

Permaneceu no cargo no início do governo João Baptista Figueiredo, mas pediu demissão em 1981. Depois, apoiou a candidatura de Paulo Maluf à Presidência.

A iniciativa de homenageá-lo partiu da prefeitura e virou motivo de mobilização na internet. Um abaixo-assinado foi criado contra a medida, que se tornou alvo também da União da Juventude Socialista, ligada ao PC do B.

Leis municipais de 2003 e 2009 deram o nome do general a um bairro e a uma avenida de Rio Grande, cidade de 197 mil habitantes. Também há um busto do ministro na praça de um quartel.

O vereador Júlio Martins (PC do B) disse que se opôs à homenagem devido "ao que representa a figura de Golbery na ditadura militar, na perseguição a brasileiros, e como ideólogo da Lei de Segurança Nacional".

Disse ainda que a ideia partiu daqueles que foram beneficiados pelo regime e que os militares indicaram, no período, um coronel como interventor do município.

O movimento estudantil local deve organizar protestos sobre o caso e chama o general de "figura nefasta".

O prefeito do PMDB afirmou que o monumento é apenas um reconhecimento a quem ajudou a cidade com obras e com a federalização da universidade local.

"Não vou entrar no mérito de se ele era da ditadura ou não. Eu não era nem nascido", afirma Fábio Branco, 39.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Homenagem ao general Golbery provoca revolta em cidade gaúcha - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV