Croácia-Vaticano. Bispos aceitam a decisão de Roma

Mais Lidos

  • Especialização em Protagonismo Feminino na Igreja: experiência de sororidade e crescimento humano integral

    LER MAIS
  • As responsabilidades das Forças Armadas no golpe. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Terra Yanomami tem 363 mortes registradas no 1º ano do governo Lula

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

05 Agosto 2011

A Conferência Episcopal de Zagreb disse "sim" à Santa Sé, mas o clero croata protesta.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 04-08-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal croata manifestou a sua vontade de respeitar a decisão do papa na polêmica entre as dioceses de Pola e Parenzo, na Ístria, e os monges beneditinos da Abadia de Praglia, perto de Pádua, sobre a restituição de um imóvel na Ístria que o Vaticano entregou aos freis italianos, provocando a desobediência do bispo istriano, Dom Ivan Milovan.

"O caso deve ser observado como uma questão intraeclesial", diz o comunicado. "Nós, bispos, permanecemos unidos no respeito das decisões do Santo Padre, da Santa Sé e das outras instituições eclesiásticas". Em resumo, a nota sugere que será respeitada a conclusão de uma comissão cardinalícia, da qual também fazia parte o arcebispo de Zagreb, o cardeal Josip Bozanic, que, depois de anos de intrincados procedimentos judiciários diante dos tribunais da Croácia, restituía o mosteiro de Dajla, no noroeste da Ístria, e os terrenos adjacentes aos monges beneditinos.

O imóvel, onde, na metade do século XIX, os beneditinos fundaram um mosteiro, havia sido confiscado em 1948 pelas autoridades comunistas iugoslavas, e os frades foram expulsos. Em 1999, com base nas leis sobre a restituição dos bens nacionalizados, a Croácia restituiu a propriedade à diocese istriana, mas a Abadia de Praglia deu início a um procedimento considerando ser o seu legítimo proprietário.

Quando isso foi confirmado até pelo Vaticano, o bispo Milovan se recusou a obedecer ao papa e a assinar o ato notarial para a cessão da propriedade e o pagamento de uma indenização, por um valor total de cerca de 30 milhões de euros, alegando que sua diocese seria levada à falência.

No início de 2011, os bispos croatas escreveram uma carta ao papa na qual pediam que ele revisse as suas posições, e, nos últimos dias, "o bispo rebelde" obteve o apoio de muitos altos representantes da Igreja na Croácia, como também da primeira-ministra Jadranka Kosor e do presidente Ivo Josipovic.

Mas o caso continua gerando divisão. De acordo com o jornal Vecernji List, de Zagreb, o clero istriano está reunido hoje em Pisino, na Ístria, e muitos teriam reagido muito negativamente quando souberam do conteúdo do comunicado do Conselho da Conferência Episcopal, composto por quatro arcebispos croatas, e nem por todos os bispos. Segundo o jornal, da Ístria será pedida uma reunião de todos os bispos croatas.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Croácia-Vaticano. Bispos aceitam a decisão de Roma - Instituto Humanitas Unisinos - IHU