"Ter ouvido atento para as vozes de nossos povos"

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16 Julho 2011

Com o compromisso de ter "ouvido atento às vozes de nossos povos e comunidades” e reassumir o chamado do Papa João XXIII que convocou ao Concílio Vaticano II a abrir as portas e janelas para que a Igreja "não condenasse a ninguém e que fosse misericordiosa”, mais de 200 participantes chegaram hoje (15) aos quatro dias de reflexão e debates nas Jornadas Teológicas do Cone Sul e Brasil.

A reportagem é de Orlando Milesi e publicada por Adital, 16-07-2011.

O Papa João XXIII "Queria que esta Igreja não condenasse a ninguém, que fosse misericordiosa e que não tivesse medo de enfrentar os desafios do mundo moderno. Hoje queremos retomar essa herança em tempos em que a tentação de nos fechar sobre nossos temores e reagir dando lições para todos e sobre todos, é muito grande”, indicou a declaração final "Apostando por um presente que tenha futuro”.

As Jornadas concluíram chamando as comunidades de base a retomar na América Latina o "caminho luminoso” marcado pelo Concílio Vaticano II e logo pela Conferência Episcopal de Medellín e "de cara aos nossos povos, com eles, neles e para eles, desde suas buscas e compromissos a partir das chamadas que hoje surgem desde os novos cenários sociopolíticos e eclesiais que nos toca viver”.

Os representantes do Cone Sul e Brasil se perguntaram por onde passa hoje a vigência e atualidade do Concílio Vaticano II e abordaram em dez mesas de trabalho as "temáticas novas que nos interpelam desde o hoje de nossos contextos apostando por um presente que tenha futuro”.

Entre os novos clamores que identificaram as Jornadas, mencionam "a nova cosmologia e a espiritualidade ecológica, os migrantes, o protagonismo das mulheres e as perspectivas de justiça de gênero, a sabedoria e filosofias dos povos originários e afrodescendentes de Nossa América em sua relação com Deus e todos os novos rostos de exclusão que emergem da invisibilidade.

As Jornadas fizeram seu o sonho que para Chile teve o Cardeal Raúl Silva Henríquez "no que ninguém se sinta excluído, que não exista a miséria, que cada menino e menina tenha uma escola, que cada família possa morar em uma casa digna e em que reine a solidariedade”.

O eco destas palavras ressoam em meio dos protestos estudantis, de onde sentimos a inquietude acerca da formação religiosa, sem pretender fechar nenhuma pergunta, nem nos dar respostas tranquilizadoras”, disse a declaração final.

As Jornadas foram, sobretudo, "de esperança, de avivamento de nossos desejos de revitalização, de abertura e aceitação da paciência histórica, enquanto tratamos de identificar as manifestações do Reino de Deus, entre nós”.

"Buscamos compartilhar com aqueles que são privados de uma vida como a que que Deus quer e que temos tratado de evidenciar”, acrescentou a declaração final.

O Concílio Vaticano II, a Conferência de Medellín e a reunião de Aparecida "não são nostalgia, é realidade, é presente interpelador e futuro que não quer perder seu horizonte utópico, mas que todavia precisa de nosso esforço paciente para mostrar tudo o que o Espírito quer fazer dela em nosso continente, o mundo e a realidade cósmica que nos embarga”, concluiu a nota.

Os delegados da Argentina, Uruguai, Paraguai, Equador, México e Espanha indicaram que se encontram no Chile "com as manifestações estudantis que questionam uma sociedade que multiplica as inequidades, junto às comunidades cristãs que diante de desafios complexos e vivências traumáticas, foram recebidas com grande abertura e generosidade”.

As Jornadas de Cone Sul e Brasil, - tal como outra realizada recentemente na Guatemala e as que se efetuarão na Cidade do México e em Bogotá – antecipam o Congresso Continental de Teologia, previsto para acontecer no Brasil, em outubro de 2012.

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